Disputa de traficantes e milicianos responde por 80% dos homicídios na Baixada

Em três dias, 20 pessoas foram assassinadas na região. Mortes estariam relacionadas a confrontos territoriais e por controle econômicos

Por O Dia

Rio - Confrontos entre cinco quadrilhas de milicianos e grupos de facções de traficantes têm sido responsáveis por 80% dos cerca de 130 homicídios ocorridos somente no mês de janeiro, na Baixada Fluminense. O levantamento foi feito pela Divisão de Homicídios da região, a DHBF, que pediu ajuda à Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco). Os números preocupam. Só entre a última sexta-feira e este domingo, 20 pessoas foram assassinadas -, apesar disso, têm sido registrados menos casos este ano, comparado ao mesmo mês no ano passado (194 casos segundo o Instituto de Segurança Pública).

De acordo com o delegado da especializada, Wellington Vieira, grupos estão atuando com mais freqüência em Duque de Caxias, São João de Meriti, Belford Roxo, Nova Iguaçu e Queimados. As mortes, segundo ele, estão relacionadas à disputa de território e de poder econômico entre os milicianos e os traficantes.

“Por muitas vezes atiram de dentro de carro e a esmo. A ajuda da Draco será importante para combater estes grupos. Combater as milícias é minha missão aqui”, garantiu Wellington Vieira.

Entre os mortos neste mês está o professor da Faetec Miguel Ângelo Coutinho de Lemos, de 44 anos, assassinado a tirosReprodução Facebook

Ainda de acordo com ele, a DHBF já identificou associação de milicianos e traficantes em Belford Roxo e em São João de Meriti.

A assessoria de imprensa da Polícia Militar informou que foi criado em novembro uma Companhia Destacada com 130 policiais e 11 viaturas. Afirmou ainda em nota, que os batalhões de Mesquita e Duque de Caxias receberam reforço de 350 homens e 100 viaturas.

Neste mês, até o dia 26, o 15°BPM (Duque de Caxias) apreendeu 21 armas, 186 munições, 4 máquinas caça níquel, 413 motos irregulares. A unidade apreendeu dez menores e prendeu 44 pessoas.

O 20°BPM (Mesquita), no mesmo período, apreendeu 28 armas, 358 munições, 105 motos irregulares e 3 máquinas caça níquel. Noventa pessoas foram presas e 46 menores apreendidos.

Na área do 21°BPM (São João de Meriti) foram apreendidas 22 armas, 66 munições, 2 máquinas caça níquel e 173 motos irregulares. Sessenta e nove pessoas foram presas e 26 menores apreendidos.

Somando os demais batalhões, a Baixada Fluminense teve um total de 118 armas apreendidas, 975 munições, 25 máquinas caça níquel, 1183 motos irregulares e 138 carros irregulares. Trezentos e quarenta e duas pessoas foram presas e 102 menores foram apreendidos.

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