Rio - A família do advogado Fernando Félix Ferreira, de 30 anos, cujo corpo foi achado na sexta-feira, em Duque de Caxias, desconfia do depoimento de Silas Peixoto de Carvalho, 55, suspeito do assassinato. Ele alega que matou Ferreira porque não tinha como pagar R$ 1 mil que o advogado lhe emprestara. “Não havia intimidade ou proximidade entre os dois”, disse Cláudio Félix, pai da vítima.
A irmã do advogado, Cláudia Félix, também não acredita na versão: “Em nenhum momento pensamos em um acerto de contas. Meu irmão não iria ao encontro de uma pessoa para cobrar dívida.”
Ferreira estava sumido desde 23 de maio. Segundo agentes da Delegacia de Homicídios da Baixada, ele saiu de casa, no bairro 25 de Agosto, para encontrar Carvalho, atraído pela promessa de que iria receber R$ 1 mil, referentes a honorários de duas causas defendidas.
O advogado foi morto a marretada e teve o corpo serrado. Os pedaços foram colocados num saco de ração e enterrado num fosso do prédio onde o suspeito morava.
No mesmo dia, o carro de Ferreira foi achado a 500 metros da casa do acusado. Mesmo após matar o advogado, Carvalho tentou extorquir R$ 100 mil do pai da vítima. Ontem, Fernando Félix Ferreira foi enterrado no Cemitério Nossa Senhora das Graças, em Caxias.




