Por felipe.martins, felipe.martins
Rio - O serviço público brasileiro tem disso: o Portal da Transparência de Itaguaí registra que, em novembro, o procurador-geral do município, Emidio Coutinho, recebeu R$ 70.369 de salário e mais R$ 319.291 de décimo terceiro. Com os descontos, ele, segundo o site, levou para casa R$ 309.094.
Coutinho, porém, diz que os dados estão incorretos. Alega ter recebido R$ 24,4 mil de salário e mais R$ 150 mil — quantia, de acordo com ele, relativa ao pagamento de férias não gozadas ao longo de 40 anos como servidor público.
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Aposentadoria
Em 2013, o Supremo Tribunal Federal reconheceu o direito de servidores públicos receberem, no momento da aposentadoria, valores equivalentes a férias não gozadas. Coutinho, porém, continua em atividade.
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Fora do ar
Procurada pelo Informe, a prefeitura afirmou não reconhecer os valores publicados em seu site. Ontem mesmo as informações foram retiradas.
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Aviso prévio
O governo estadual não pode se queixar de falta de aviso. Desde 2001, ainda na gestão de Anthony Garotinho, que o Tribunal de Contas do Estado alerta para os problemas de caixa do Rioprevidência, responsável pelo pagamento de aposentadorias e pensões.
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Remédio amargo
Como o Informe revelou ontem, o reforço do Rioprevidência é um dos objetivos de medidas que o governo quer implantar, entre elas, o aumento da contribuição dos servidores.
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Reflexo da crise
Pesquisa da Fecomércio RJ/Ipsos em 72 cidades do país revela que 89% dos consumidores que iriam adquirir material escolar fariam pesquisa de preço antes da compra. Em 2015, o índice era de 49%.
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