A construção do Hospital do Câncer de Nova Friburgo teve início em 2012MPE

O Hospital Estadual de Oncologia de Nova Friburgo tem uma nova previsão de entrega, após o prazo anunciado pelo governo estadual em setembro não se concretizar. A unidade, aguardada há mais de uma década, deverá ter as obras concluídas em 28 de novembro, segundo data anunciada pelo prefeito Johnny Maycon, após reunião com o Secretário de Estado de Saúde, Dr. Ronaldo Damião. A Secretaria de Estado de Saúde (SES-RJ) e a Fundação Saúde, no entanto, admitem a possibilidade de o cronograma se estender até o fim do ano.
"A grande notícia do dia é a previsão para a inauguração do Hospital do Câncer! Um sonho de toda a nossa região, que está cada vez mais perto de se tornar realidade e que vai transformar a vida de milhares de pessoas que lutam contra o câncer, ampliando o acesso ao tratamento especializado e trazendo mais esperança para os pacientes e suas famílias", disse o prefeito em postagem nas redes sociais.
A mudança de prazo ocorre em meio a questionamentos sobre os contratos da obra, que motivaram uma apuração do Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro (TCE-RJ), aberta em julho deste ano.
Em resposta enviada ao jornal O Dia em 4 de setembro, a SES-RJ informou que já havia prestado todas as informações solicitadas pelo TCE-RJ a respeito das obras. Na mesma manifestação, a secretaria afirmou que o hospital passava pela fase final de adequação da infraestrutura para receber os equipamentos de engenharia clínica, com previsão de conclusão dos trabalhos em outubro.
A nova estimativa indica que o cronograma precisou ser revisto. Até o momento, a previsão de entrega da estrutura física não representa uma data confirmada para o início dos atendimentos.

Hospital terá quimioterapia, cirurgias e exames

Batizado de Instituto de Oncologia da Região Serrana (Onco Serrana), o hospital foi planejado para ampliar o atendimento oncológico pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Segundo informações divulgadas pela SES-RJ, a unidade contará com 48 leitos de enfermaria, dez de terapia intensiva, central de quimioterapia, laboratório de análises clínicas e centro cirúrgico com cinco salas.
A estrutura também terá equipamentos para ressonância magnética, tomografia computadorizada, mamografia, ultrassonografia com Doppler e radiografia digital.
Em setembro, a secretaria estimou capacidade de aproximadamente 1.120 atendimentos ambulatoriais por mês quando o hospital estiver em pleno funcionamento.
A conclusão das obras será apenas uma das etapas para colocar a unidade em operação. Ainda é necessário confirmar o cronograma de abertura e a implantação dos serviços, para que a estrutura passe a atender efetivamente os pacientes da Região Serrana.

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