Aves silvestres são apreendidas em operação em Nova IguaçuDivulgação/Prefeitura de Nova Iguaçu
Entre as aves encontradas estavam 14 sabiás, três cardeais, dois sanhaçus, sete trinca-ferros, um pixoxó, quatro coleiros, um bico-de-veludo, três bicos-de-pimenta, três tico-ticos, quatro bicudos, um canário-da-terra, uma saíra e três melros. Os animais não possuíam a documentação exigida para serem mantidos no local.
A fiscalização foi realizada pela Prefeitura, por meio da Secretaria Municipal de Agricultura e Meio Ambiente, em conjunto com o Instituto Estadual do Ambiente (INEA) e o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), com apoio da Polícia Militar, por meio do Comando de Polícia Ambiental (CPAM).
A iniciativa reúne equipes que já atuam em diferentes áreas protegidas da região. Participaram da ação servidores da Prefeitura responsáveis pela APA Tinguá, do INEA, que atua nas APAs Alto Iguaçu e Guandu, e do ICMBio, responsável pela fiscalização na Reserva Biológica do Tinguá (Rebio Tinguá).
“A união entre os órgãos ambientais é fundamental para tornar a fiscalização mais eficiente. Temos diferentes competências e equipes atuando na mesma região e, quando colocamos essa estrutura para trabalhar de forma integrada, ampliamos nossa capacidade de resposta e protegemos melhor o patrimônio ambiental de Nova Iguaçu”, destacou o secretário municipal de Agricultura e Meio Ambiente interino, Edgar Martins.
Além da apreensão das aves, a operação identificou uma ocorrência relacionada à movimentação de terra em uma das áreas fiscalizadas. Foram emitidos auto de infração e notificação para a adoção das medidas administrativas cabíveis.
As próximas ações terão como foco, entre outras regiões, o entorno da Rebio Tinguá e sua área de amortecimento, a APA Tinguá, a APA Alto Iguaçu, a APA Guandu, o Rio Douro e Jaceruba.
Além de combater a captura e a manutenção irregular de animais silvestres, as equipes também vão verificar outras possíveis irregularidades ambientais.
“Essa primeira ação mostra a importância de mantermos uma fiscalização permanente. Não queremos atuar apenas quando o dano já aconteceu. A presença frequente das equipes também têm um papel preventivo e ajuda a coibir novas irregularidades. A ideia é fortalecer cada vez mais esse trabalho integrado e ampliar nossa atuação nas áreas protegidas do município”, afirmou Edgar Martins.


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