Editorial: Redução do Ministério é só o começo

Dilma Rousseff enfim decidiu fazer algo que era cobrado dela há muito tempo

Por felipe.martins , felipe.martins

Rio - Reduzir o gigantismo da máquina pública é medida de respeito ao contribuinte e de boa gestão. Em tempos de recessão, passa a ser questão de sobrevivência. Dilma Rousseff, em grave crise política, de popularidade e econômica, enfim decidiu fazer algo que era cobrado dela há muito tempo: cortar o número de ministérios. Dos inchados 39, devem sobrar 29. Cargos comissionados também entrarão nessa conta.

Como este espaço ponderou anteriormente, um Ministério de Estado é instrumento eficaz para compor a base aliada e trazer diferentes visões ao programa de governo. O problema é quando se confundem os propósitos e se utilizam as pastas como meras moedas de troca ou fontes inesgotáveis de recursos, como paga de doações de campanha, para ficar em um mau exemplo.

Não há dúvidas de que a crise econômica não passará tão cedo, e a política precisa de cessões de todos os lados. Ao enxugar dez ministérios, o governo começa a fazer a sua parte. Deve ir além, mas o esforço deve vir de todos.

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