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Luiz Otávio Nazar: saúde mental é importante

Cuidar da mente é, na verdade, tão importante quanto cuidar do corpo. É a única forma de manter o autocontrole e a paz interior

Por Luiz Otávio Nazar Diretor do Hospital Geral do Ingá

Luiz Nazar
Luiz Nazar -

Rio - Em tempos de crise econômica, política que desilude o cidadão e violência generalizada, as pessoas adoecem por motivos que não são atribuídos às enfermidades convencionais. E isso se dá por fatores de risco que não são inerentes aos acometidos por essas doenças.

A causa vai muito além do que os médicos podem tratar. Não se contempla nos livros de medicina. Corrupção, inversão de valores, falta de ética, inanição financeira são algumas das mazelas do Brasil atual.

Essas coisas acabam com a felicidade do brasileiro e o prazer de viver. Levam a um aumento significativo no número de atendimento por desordens psiquiátricas nas emergências públicas e privadas.

A dificuldade, cada vez maior, para se pagar as contas, a falta de recursos para momentos de lazer, a completa ausência de perspectivas a curto e a médio prazo, tudo isso faz com que os cidadãos e, especialmente, os cariocas sofram cada vez mais de problemas relacionados aos transtornos mentais .

Os diagnósticos mais comuns envolvem depressão e mania, esquizofrenia, dependências de álcool e drogas, principalmente a cocaína e, mais recentemente, o crack.

Ansiedade, síndrome do pânico, delírio e psicoses completam a lista dos diagnósticos mais frequentes. O Brasil está doente. E as causas parecem não ter remédio.

Doente e carente de poder público, assistência social, saúde, segurança, educação e gestão pública. É absolutamente imprescindível cuidar da saúde mental.

As universidades do Texas, Oregon e Massachusetts, verdadeiras babilônias da ciência, pregam a meditação. E outras práticas que melhoram o bem estar da alma e do espírito.

Cuidar da mente é, na verdade, tão importante quanto cuidar do corpo. É a única forma de manter o autocontrole e a paz interior. Não existe outra forma de se distanciar dos demônios adormecidos. Os gestores de saúde deveriam pensar mais sobre isso e levar em conta no tratamento das pessoas que precisam de sua ajuda.

Luiz Otávio Nazar é diretor do Hospital Geral do Ingá

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