Eliane Matos dos Santos: Vacinas podem salvar vidas

É imprescindível que a população participe ativamente da campanha indo aos postos de vacinação para tomar a dose necessária a cada ano

Por O Dia

Eliane
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Rio - Amanhã, dia 4 de maio, acontece o ponto alto da Campanha Nacional de Vacinação contra a Gripe feita pelo Ministério da Saúde, uma estratégia que tem como seu maior objetivo impedir o avanço da Gripe Influenza no País. É importante ressaltar que em 2018 foram notificados 5.278 óbitos por Síndrome Respiratória Aguda Grave, o que corresponde a 14,8% (5.278/35.564) da totalidade de casos. Dos óbitos notificados, 1.381 (26,2%) foram causados pelo vírus influenza.

É imprescindível que a população participe ativamente da campanha indo aos postos de vacinação para tomar a dose necessária a cada ano. Lembrando que com a proximidade do inverno, o número de casos aumenta consideravelmente e todos precisam estar protegidos. Gripe é coisa séria e como sabemos pode, sim, causar morte em casos mais extremos.

Temos conhecimento de correntes que se multiplicam através das redes sociais e que prestam um desserviço com informações falsas sobre a vacinação. A vacina da gripe não provoca a doença, já que é feita com vírus inativado, ou seja, vírus morto, sem capacidade de provocar a gripe. Não adianta somente se alimentar bem e ter bons hábitos de higiene para evitar esse tipo de enfermidade. Estas doenças são evitadas apenas com a vacinação. Fazer essa prevenção significa evitar internações e até mortes causadas pelo vírus, principalmente em idosos, crianças e pessoas com algumas doenças.

Quando você se vacina, não está só se protegendo, está protegendo também as pessoas que estão ao seu redor, inclusive aqueles que não podem fazer uso do medicamento por algum motivo de doença, ou medicação em uso. Vivemos em sociedade, rodeados de pessoas no nosso trabalho, nos transportes públicos, nos shoppings centers, nas pracinhas - onde os nossos filhos brincam - nas escolas e precisamos ter a responsabilidade de não espalharmos vírus e bactérias.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a vacinação, depois da água potável, é uma grande estratégia de combate à mortalidade no mundo. Nesta 21ª Campanha Nacional de Vacinação contra a Influenza, o Ministério da Saúde tem como meta vacinar, pelo menos, 90% de cada um dos grupos prioritários contra influenza: trabalhadores de saúde, povos indígenas, crianças na faixa etária de seis meses a menores de seis anos (6 anos 11 meses e 29 dias), gestantes em qualquer idade gestacional, puérperas (mulheres em resguardo, período de 42 dias a oito semanas após o parto), indivíduos com 60 anos ou mais de idade.

Para as pessoas portadoras de doenças crônicas e outras categorias de risco clínico, população privada de liberdade, funcionários do sistema prisional e professores, será avaliado o número de doses aplicadas no período da campanha. A estimativa total é que serão vacinadas mais de 59,1 milhões de pessoas.

Eliane Matos dos Santos é médica e membro do Comitê de Infectologia da Sociedade de Pediatria do Estado do Rio de Janeiro (Soperj)

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