Maria Fernanda Braga: Prevenção: o melhor dos mundos

Ainda hoje muitos pais passam a se preocupar com os dentes a partir do momento que eles começam a troca

Por O Dia

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Rio - Qual a idade certa para começar a ir ao dentista? Qual pasta usar? Fio Dental, fundamental? Dente não caiu, é normal? Ele não escova direito o que fazer? Desde aquele momento em que o resultado aparece: Positivo! Uma cascata de perguntas, dúvidas, as novidades passam a fazer parte do universo materno.

Ainda hoje muitos pais passam a se preocupar com os dentes a partir do momento que eles começam a troca. Porém o que eles desconhecem é o tempo perdido em relação à prevenção. Essa prevenção que deve começar com as consultas de pré-natal odontológico e passar a fazer parte da rotina das crianças. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS) a cárie é considerada a doença não contagiosa, mais comum em todo o mundo e cerca de 60% à 90% das crianças em idade escolar sofrem de cáries dentárias, um problema que atinge quase 100% dos adultos.

Quando se avalia esses dados e os relaciona com o impacto gerado no cotidiano das famílias, absenteísmo escolar, alteração de desenvolvimento de arcada, evolução para canal, distúrbios do sono, comprometimento na fala, torna-se ainda mais complexo e importante um tratamento para se evitar “O problema”. Exatamente com esse propósito que a Odontologia especializada para os pequenos busca cada vez mais cuidar para não tratar.

Atualmente existem protocolos clínicos que através de consultas mensais, permitem trabalhar o paciente e a família junto. Tudo isso é determinado pelo histórico de risco do paciente, anamnese detalhada e fatores do cotidiano que necessitam ser ajustados para restabelecer a saúde. Nesse sentido, com essa periodicidade aumentada, é possível evitar a cárie e doenças da gengiva. Com esse tipo de acompanhamento realizado na infância, é possível desorganizar o biofilme dental de modo a impedir o ciclo que leva à formação de doenças como a temida cárie e prevenir muitas outras que iniciam pela boca e geram comprometimento sistêmico.

Dentro desse protocolo, as mudanças são iniciadas na infância, problemas são evitados e os resultados se refletirão para a vida inteira.
Maria Fernanda Braga é cirurgiã dentista especializada em Odontopediatria pela UFRJ
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