Vida+Sesc - Arte Gustavo Moore
Vida+SescArte Gustavo Moore
Por O Dia
Rio - Diante do atual cenário de envelhecimento populacional brasileiro, de acordo com o IBGE (2010), é importante cada vez mais pensarmos em ações e soluções para a melhoria da qualidade de vida dos idosos. Segundo dados do Dossiê da Pessoa Idosa (2019), em 2032, 14% da nossa população será de idosos. A França, por exemplo, chegou a esse patamar em 1980, levando 115 anos nesse processo, enquanto o Brasil atingirá esse índice em 21 anos. Considerando a rapidez com a qual o envelhecimento populacional está ocorrendo no Brasil, os espaços e as políticas públicas precisam ter a mesma velocidade para acompanhar a nova realidade da população, pois as medidas já existentes não suprem as necessidades.

O Sesc, em papel de vanguarda, atende essa realidade desde a década de 60, apresentando um trabalho social com idosos consolidado e balizado em diretrizes internacionais como o Plano de Ação Internacional sobre o Envelhecimento de Madrid (2002) e a Organização Mundial de Saúde (OMS), desenvolvendo ações de referências nesse campo em todo o território nacional. O seu reconhecimento no âmbito social e de inovação fomenta políticas públicas, seja com ações diretas, seja com apoio à regulamentação de direitos.

No estado do Rio de Janeiro, as ações do Trabalho Social com Idosos são realizadas nas perspectivas do Projeto Sesc+ Vida, que tem como objetivo oferecer ações de excelência na gestão do envelhecimento, promovendo e estimulando uma velhice bem-sucedida, mais saudável, ativa e integrada à sociedade, quebrando paradigmas e preconceitos. As ações são voltadas ao público idoso com interesse na reflexão sobre conceitos e atividades que promovam o envelhecimento ativo em todas as suas dimensões, com foco na inovação e estímulo às novas tecnologias, relações sociais, atitudes voluntárias, cidadania, direitos e protagonismo.

Com mais de 10 mil idosos no projeto, diante do desafio do envelhecimento no Rio de Janeiro, o Sesc RJ busca ressignificar cada vez mais a velhice, despertando um olhar positivo. Em suas 22 unidades, a instituição oferece espaços propositivos com a metodologia de escuta ativa para atender a demanda direta do público. Sendo um espaço plural e diverso, os idosos atendidos possuem características socioeconômicas distintas e com escolaridade variada, sendo umas das poucas instituições que atende democraticamente a todos. As importâncias dessas ações refletem no engajamento e protagonismo dos idosos, que recuperam sua autoestima e posicionamento social, superando a solidão da velhice e se empoderando de seus direitos e espaços públicos. Assim, o Sesc RJ muda o paradigma dos espaços de convivência, não sendo voltado para tratamentos de doenças, mas sim para a promoção do bem-estar, prevenção, cidadania e qualidade de vida, estimulando a revolução da longevidade a partir do intercâmbio de conhecimento entre gerações, estímulo à pesquisa e atividades de referência.

Thais Castro é analista de Assistência do Sesc RJ