Reimont: Mapa de risco do carioca

Devido a topografia diversificada do Rio de Janeiro, que lhe deu fama, formada por morros e montanhas, a cidade possui cerca de dois mil túneis, viadutos, passarelas e pontes e para manter isso não é fácil

Por O Dia

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Rio - Devido a topografia diversificada do Rio de Janeiro, que lhe deu fama, formada por morros e montanhas, a cidade possui cerca de dois mil túneis, viadutos, passarelas e pontes e para manter isso não é fácil. Em resposta ao recente requerimento que enviamos à prefeitura, solicitando relatório de inspeção nos equipamentos públicos, foi declarado que existem 95 pontos emergenciais que precisam de manutenção estrutural, nas regiões Norte, Sul, Oeste e Centro. Trata-se, portanto, de um mapa de risco que correm os cariocas e turistas.

Então, vai chegando em uma situação crítica, o caminhão bate embaixo, pedaços de concretos se soltam, uma pessoa que está passando pode ser atingida por um reboco. Temos o exemplo do Museu Nacional, incendiado em 2018, que tem a ver com manutenção. Essa seqüência de fazer inspeção para manutenção dos equipamentos urbanos - que envelhecem ao mesmo tempo - não tem a atenção que deveria ter e cada vez que tem um acidente, volta-se ao assunto. Manutenção precisa de disciplina e de uma série de atividades permanentes: de vistorias, relatórios, intervenções. É preciso criar uma cultura de manutenção. E hoje tem é remediação: depois que acontece, as autoridades agem, mas deixam chegar no limite, que é perigoso.

Como exemplos, quando parte de viaduto caiu e deixou dois mortos em Coelho Neto, em agosto, tratava-se de uma passagem inferior (não era um túnel), cujas vigas foram lançadas em um gabarito menor do que aquelas construídas há 60 anos. As do BRT, instaladas cerca de dois dias antes, respeitavam o gabarito, mas a população estava acostumada com a altura das vigas antigas. Em qualquer modificação implantada em vias públicas, o crítico é a fase inicial (desvios de tráfego,barreiras), e dever-se-ia ter uma sinalização de alerta, com pré-avisos, balizadores e avisos em abundância.

Quando houve o desabamento do Túnel Acústico Rafael Mascarenhas, em maio, um dos problemas é que ele necessitava de inspeções externas, segundo as oitivas que estamos recebendo. Espero que esse acidente, faça com que o prefeito Marcelo Crivella se atente que é urgente também fazer vistoria externa nos dois túneis acústicos que a cidade tem.
*Reimont é presidente da CPI que apura o desabamento do Túnel Rafael Mascarenhas
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