Deborah Souza: Você vive uma relação afetiva digna ou indigna?

Pare, pense e perceba se você tem ou teve que se calar, se é ou foi permitido expressar a sua verdade

Por Deborah Souza*

Deborah Souza
Deborah Souza -
A relação afetiva que você está hoje ou as que você vivenciou ao longo da sua vida são histórias de relações dignas ou indignas? Pare, pense e perceba se você tem ou teve que se calar, se é ou foi permitido expressar a sua verdade.

Uma relação digna é aquela que nutre o seu corpo, sua alma e seu espírito. Aquela onde você pode expressar a sua verdade sem medo. É onde as adversidades são tratadas de forma madura e com harmonia. Você simplesmente sente bem-estar com essa pessoa e encontra o equilíbrio entre conceder e não conceder sem ir contra a sua essência. Não há esforço, há fluidez, respeito e honra. Você simplesmente é e pode ser VOCÊ.

Entretanto, uma relação indigna e que podemos chamar também de uma relação tóxica é aquela onde você não é nutrido em nenhum sentido.

Em muitos casos é aquele tipo de relação que você precisa fazer muitas concessões, não pode falar e ser quem você é, e então você se anula. E pior que se anular é se “intoxicar” por todas as palavras não ditas.

E uma vez que você escolhe se anular é muito difícil você voltar a ser a pessoa original dentro dessa relação porque o outro será o dominante e você a vítima. Uma relação indigna também cerceia sua liberdade, ou seja, o que você deseja fazer, onde deseja ir, com quem deseja estar, muitas vezes você não o faz para evitar conflitos e sem perceber você já é um “prisioneiro”.

Geralmente, nesse tipo de relação, você se descaracteriza, ou seja, deixa de ser aquela pessoa inicial por quem a outra pessoa se atraiu e assim vai se perdendo o respeito e a admiração.

Uma relação indigna também é muitas vezes uma relação abusiva que não necessariamente precisa ser agressão física ou sexual, pode ser abuso com palavras, abuso de poder. O outro te domina de tal forma que você não enxerga outras possibilidades e por fim, acaba se divorciando de si mesmo e parte para a autodestruição inconscientemente.

Não confunda dominância com amor. Amor não cerceia, amor não anula, amor não precisa de esforço.

Se você agora mesmo percebe que está em uma relação indigna e mesmo assim deseja continuar, é uma ESCOLHA, e como toda escolha, não está certo nem errado, é apenas uma escolha.

E se você está em um relacionamento tóxico, mas não consegue se desvencilhar ou é uma daquelas pessoas que já decidiu que não quer mais um relacionamento porque “é melhor sozinho que mal acompanhado”, procure ajuda porque você está funcionando em padrões e traumas que estão registrados no seu subconsciente que te fazem atrair esse tipo de relacionamento e deixando de escolher ou viver uma relação nutridora para seu corpo, sua alma e seu espírito.

*Deborah Souza é terapeuta quântica 
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