Marcos Espínola: Expostos para proteger

Certamente, médicos, enfermeiros e todos os profissionais envolvidos direta ou indiretamente no atendimento aos pacientes são motivos de orgulho de todos nós nesse momento de profunda tensão

Por Marcos Espínola*

Opina 01 abril
Opina 01 abril -
Vivem tempos de profundas incertezas frente a uma ameaça nova e com alto potencial de letalidade. Um inimigo silencioso. Um vírus de fácil contágio que trouxe ao mundo uma enorme crise que ainda vai trazer consequências econômicas e uma recessão global. No entanto, ainda estamos diante do desafio de frear a disseminação, no qual o isolamento social é a principal medida. A vida é a prioridade e por ela vários profissionais se arriscam todos os dias em prol da população, dentre eles toda a área da saúde que realizam um excelente trabalho e a força de segurança que, além da manutenção da ordem, estão na rua orientando e conscientizando os mais insistentes sobre a importância de cumprirem a determinação da Organização Mundial da Saúde (OMS) e das autoridades para que fiquem em casa.

Certamente, médicos, enfermeiros e todos os profissionais envolvidos direta ou indiretamente no atendimento aos pacientes são motivos de orgulho de todos nós nesse momento de profunda tensão. São horas dentro dos hospitais dedicadas a salvar vidas e amenizar sofrimentos.

Na parte da segurança, o efetivo também mantém a sua rotina também com o objetivo de preservar a saúde dos cidadãos, essencialmente aqueles mais resistentes ao confinamento. Não é por acaso que policiais militares foram afastados dos trabalhos nas ruas por suspeita de contaminação pelo novo coronavírus.

Habilitados para trabalhar no combate a violência, no qual ficam na linha de frente do confronto com narcotraficantes, esses profissionais se apresentam neste momento atípico, capacitados para lidar com a pandemia, tanto na prevenção, começando nos próprios batalhões, aonde há diretrizes de higienização, inclusive com policiais higienizado a viatura,quanto nas ruas junto à população, orientando e alertando para o perigo do contágio, essencialmente em ambientes de aglomeração.

Esse papel de cuidado e de preservação da cidadania é uma das premissas da força de segurança. Ficar ao lado da sociedade nos momentos mais difíceis, sempre com foco na manutenção da ordem, no bem-estar de cada um e na garantia dos direitos constitucionais da segurança no seu sentido mais amplo.

E ainda tem outros profissionais, como comerciantes em padarias, hortifrútis, mercados, garis, caminhoneiros, entre outros profissionais que não pararam suas rotinas e vão para a rua para servir a sociedade e merecem o reconhecimento de toda a sociedade.

*Marcos Espínola é advogado criminalista e especialista em Segurança Pública

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Opina 01 abril Arte Paulo Márcio
Marcos Espínola Divulgação

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