Amanda Volpato
Amanda VolpatoDivulgação
Por Amanda Volpato*
O ano de 2020 com a chegada da pandemia pela covid-19 pegou o mundo de surpresa, trazendo muitas incertezas e insegurança para todos, especialmente para os casais que estavam planejando ter um filho, fazendo muitos adiar o sonho por um período.
Com o passar do tempo, muito se foi aprendendo sobre o coronavírus, embora muitas dúvidas ainda existam e, sabemos que até haver uma vacina efetiva contra ele, teremos que lidar com sua presença entre nós.
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O Ministério da Saúde classificou as gestantes como grupo de maior risco, embora não se tenha visto até o momento nenhuma reação mais acentuada nelas, ou que fossem mais susceptíveis a infecção pela covid.
As grávidas infectadas, na maioria dos casos mantiveram-se assintomáticas ou tiveram sintomas gripais leves, sendo febre e tosse os mais frequentes. Não existe nenhuma evidência de que a gestante transmita o vírus para o bebê durante a gravidez, no parto ou até mesmo durante a amamentação.
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Assim como nenhuma malformação fetal foi associada ao vírus, o que acontece, com as mães infectadas pela Zika vírus, que os fetos apresentam um risco maior de terem microcefalia. Quanto aos homens também não existe nenhuma comprovação científica que o vírus possa ser transmitido pelo sêmen.
Nas gestantes com quadros mais graves, que foram internadas, alguns fatores de risco foram associados, como sobrepeso e presença de doenças pré-existentes como diabetes mellitus e hipertensão arterial.
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Para as mulheres que desejam engravidar neste momento não existe recomendação de adiamento das tentativas ou uso de contraceptivos para se evitar uma gravidez natural por conta da pandemia. Também não foi visto nenhum risco aumentado destas mulheres terem um abortamento.
Inclusive para as mulheres com mais de 35 anos, que desejam engravidar, o adiamento pode trazer prejuízos. A partir dessa idade, a quantidade e a qualidade dos óvulos começam a diminuir, e as chances de gravidez vão caindo com o passar do tempo.
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Uma consulta com um ginecologista para uma avaliação pré-concepcional é importante para realização dos exames, suplementação de vitaminas, como o ácido fólico e identificação dos fatores de risco. E assim uma melhor orientação para cada caso.
Portanto, os casais que desejam engravidar podem retomar seus planos, com acompanhamento e orientação médica, e reforçando que todas as medidas sanitárias locais e de higiene devem ser mantidas.
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*Amanda Volpato é médica ginecologista e obstetra, especialista em Reprodução Assistida