Apreensão feita durante a operação Alba em ParatyDivulgação/Reprodução Polícia Civil
A Polícia Civil deflagrou, na manhã desta quarta-feira (16), a Operação Alba para combater a expansão de uma facção criminosa que atua em Paraty, na Costa Verde do Rio de Janeiro. A ação cumpre mandados de prisão e de busca e apreensão no município, em Angra dos Reis, na capital e em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense.
Durante a operação, duas pessoas foram presas e celulares e outros equipamentos eletrônicos foram apreendidos. Segundo a Polícia Civil, o material será analisado e pode ajudar na identificação de outros envolvidos no esquema. A identidade dos presos não foi divulgada.
As investigações apontam que integrantes da organização criminosa que atua no Rio com ramificações na Costa Verde passaram a se instalar na região com o objetivo de impor regras próprias e monopolizar atividades ilícitas. Entre os crimes apurados pela polícia está a extorsão de comerciantes, empresários e prestadores de serviços, além de ameaças de morte e comércios incendiados em Paraty.
De acordo com a investigação, barqueiros eram obrigados a pagar taxas para conseguir trabalhar. O grupo também é investigado por tentar controlar pontos de venda de drogas e exercer domínio territorial em áreas de Paraty.
A força-tarefa é coordenada pela Polícia Civil em conjunto com o Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) e reúne agentes de delegacias especializadas e unidades do Departamento Geral de Polícia do Interior (DGPI). Foram expedidos ao todo 29 mandados de buscas e apreensões em Paraty, Angra dos Reis e capital.
As medidas judiciais têm como objetivo reunir provas, identificar outros integrantes e desarticular as lideranças operacionais da organização criminosa. A Polícia Civil também busca interromper a estrutura financeira da facção na Costa Verde. Os presos foram encaminhados à 167ª DP e estão à disposição da Justiça.
Ilha das Cobras é apontada como ponto estratégico do tráfico em Paraty
Investigações da Delegacia de Repressão aos Entorpecentes, da 1ª Promotoria de Justiça de Paraty e do Gaeco apontam a Ilha das Cobras como um ponto estratégico para o preparo, armazenamento e distribuição de drogas no município.
Localizada próxima ao Centro Histórico, a comunidade é classificada como área de alta vulnerabilidade social pela Câmara de Vereadores de Paraty e, segundo as investigações, ocupada pelo Comando Vermelho há mais de uma década.
Ainda de acordo com as apurações, a facção também obteria lucro por meio da extorsão de comerciantes e prestadores de serviços, principalmente barqueiros que trabalham no cais da cidade.
As investigações apontam ainda que a atuação do grupo teria contribuído para transformar Paraty em cenário de episódios de violência e circulação de armas. Entre os casos registrados estão a morte de um policial militar, o ataque a tiros que atingiu o baixista da banda Ultraje a Rigor, Mingau, e uma ocorrência envolvendo um policial civil atacado na porta de casa. Todas ocorrências noticiadas pelo O Dia.
As informações fazem parte das investigações que apuram a estrutura e a atuação da facção criminosa na cidade e na região.
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