UPA CentroFoto: Reprodução/Google Street View
De acordo com os dados levantados durante a fiscalização, um paciente oncológico está há 18 dias à espera de um leito de internação, enquanto outro, com quadro cardíaco, aguarda há 11 dias. A situação também envolve pacientes que necessitam de atendimento em setores de maior complexidade. Dois deles, que deveriam estar na sala vermelha, permanecem na sala amarela devido à falta de vagas.
Para Léo França, a permanência prolongada de pacientes em uma unidade de emergência enquanto aguardam transferência evidencia problemas na estrutura e na gestão da rede. Ele também destacou a situação de pessoas com doenças graves, que permanecem por vários dias na unidade sem acesso a um leito de internação.
“É muito difícil ver uma pessoa com câncer esperando há 18 dias por um leito de internação. Estamos falando de vidas, de pessoas que estão doentes, fragilizadas e que precisam de cuidado. Não podemos aceitar que um paciente passe tantos dias dentro de uma unidade de emergência esperando por uma vaga. Isso precisa ser enfrentado com responsabilidade, seriedade e muita urgência pela atual gestão. Cada dia de espera representa sofrimento para o paciente e para a família. A falta de gestão do poder público compromete o atendimento de todos que buscam assistência. A permanência prolongada na emergência sem acesso ao leito de internação agrava o quadro clínico e eleva a pressão sobre a estrutura da unidade”, afirma Léo.
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