Veículos da Turp voltaram a circular nesta sexta-feiraFoto: Reprodução/Redes Sociais

A Prefeitura de Petrópolis decretou intervenção total na gestão da Turp Transporte. A medida amplia os poderes da administração municipal sobre a empresa após quatro meses de intervenção parcial e diante do agravamento dos problemas financeiros e operacionais. A paralisação dos rodoviários é apontada como mais um episódio dentro do cenário, mas não foi o único motivo para a mudança.
Desde maio, a intervenção vinha acompanhando a operação, a situação da frota e o uso dos recursos da empresa, com prioridade para o pagamento dos trabalhadores e a manutenção do serviço. No entanto, parte dos controles administrativos e financeiros permanecia sob responsabilidade da gestão privada.
Segundo a Prefeitura, foram identificados descumprimentos de determinações do decreto anterior, incluindo decisões financeiras e pagamentos realizados mesmo diante da orientação de preservar recursos para folha salarial, direitos trabalhistas e despesas essenciais.
A administração municipal também afirma que não teve conhecimento prévio ou acesso completo a informações sobre situações que afetaram diretamente a empresa, como processos de busca e apreensão de veículos, o despejo da garagem de Itaipava e passivos de alto valor relacionados ao antigo grupo Turb.
Com a intervenção total, a gestão interventora passará a ter controle direto sobre as decisões administrativas, financeiras e operacionais previstas no novo decreto. Entre as medidas estão a centralização da autorização de pagamentos, conferência das contas e do caixa, levantamento de dívidas e obrigações trabalhistas, revisão de contratos e despesas e reorganização da manutenção e da operação.
A Prefeitura afirma que a situação dos trabalhadores continuará entre as prioridades. O município diz já possuir um levantamento de férias, benefícios, folha de pagamento e outras obrigações pendentes.
De acordo com a administração municipal, a intervenção não representa o encerramento da Turp nem a interrupção do transporte. O objetivo é reorganizar a empresa e garantir a continuidade do serviço. A medida também não antecipa uma decisão sobre o futuro da concessão, que poderá ser definida posteriormente por meio dos instrumentos administrativos e jurídicos cabíveis.