Campanha em Rio das Ostras reforça os cuidados com animais e orienta a população sobre prevenção, sintomas e tratamento da esporotricoseFoto: Divulgação
Esporotricose ganha alerta e mobiliza Rio das Ostras em setembro
Campanha terá ações em escolas, seminário para profissionais e Dia D com caminhada e atividades no Centro
Rio das Ostras - Uma ferida que não cicatriza em um gato pode parecer apenas um problema de pele, mas também pode esconder uma doença capaz de chegar às pessoas. É justamente para chamar atenção para esse risco que a Vigilância em Saúde de Rio das Ostras promove, ao longo de setembro, a campanha “Esporotricose: o cuidado é a principal cura”. A mobilização levará informação às escolas, reunirá profissionais em um seminário técnico e terminará com um Dia D no Centro, incluindo uma caminhada com tutores e animais.
A esporotricose é uma zoonose causada por fungos do gênero Sporothrix. Os gatos estão entre os animais mais afetados e podem desenvolver lesões profundas que não cicatrizam, sobretudo no focinho, nas orelhas e na região dos olhos. Cães também podem contrair a doença.
O problema não termina no animal. A transmissão para seres humanos pode ocorrer por meio de arranhões, mordidas ou contato com lesões infectadas. Por isso, reconhecer os sinais e buscar atendimento adequado faz parte da prevenção.
Até 15 de setembro, equipes da Vigilância em Saúde estarão nas escolas da Rede Municipal para conversar com alunos, professores e demais integrantes da comunidade escolar. A proposta é levar informações sobre sintomas, tratamento e formas de prevenção, além de reforçar a importância da guarda responsável.
As orientações também vão abordar cuidados permanentes com os animais, como acompanhamento veterinário, castração e vacinação. A programação pretende ainda chamar atenção para situações de abandono e maus-tratos, mostrando que a proteção dos animais também está relacionada à saúde da comunidade.
Outro momento da campanha será o seminário “Desmistificando a Esporotricose: O cuidado é a principal cura!”, marcado para 22 de setembro, das 8h às 16h, no Espaço Nobre, na Rua Campo de Garoupa, 75, no Loteamento Atlântica.
O encontro será destinado a veterinários, médicos, enfermeiros e outros profissionais de saúde que atuam com a temática, além de protetores, estudantes e demais interessados. A proposta é ampliar o conhecimento sobre a doença e superar a ideia de que a esporotricose é apenas uma “doença do gato”.
O debate terá como referência o conceito de Saúde Única, que considera a relação entre a saúde das pessoas, dos animais e do meio ambiente. A intenção é aproximar diferentes áreas e fortalecer estratégias de prevenção, diagnóstico, tratamento e controle da doença.
O encerramento da campanha terá um clima diferente. No dia 26 de setembro, sábado, tutores, animais de estimação e ativistas da causa animal participarão de uma caminhada temática. A concentração será às 7h30, na Concha Acústica, com percurso até a Praça José Pereira Câmara, no Centro.
A partir das 9h, a praça receberá atividades educativas abertas à população. A iniciativa pretende transformar informação em uma experiência mais próxima das famílias, aproximando o cuidado com os animais das ações de prevenção em saúde.
Para a superintendente da Vigilância em Saúde, Nirvana Braga, a atenção aos animais precisa fazer parte da rotina das famílias.
“Os tutores podem e devem estar atentos à esporotricose e a outras doenças. É importante levar os pets ao veterinário periodicamente, protegendo a saúde do animal e de toda a família. A esporotricose necessita de acompanhamento, tratamento e notificação”, destacou.
A notificação também tem papel importante no controle da doença. Casos suspeitos devem ser comunicados pelos médicos-veterinários para que a Vigilância em Saúde acompanhe a ocorrência no município. Rio das Ostras disponibiliza uma ferramenta on-line para esse procedimento por meio do aplicativo Colab.
Mais do que concentrar ações em um único mês, a campanha busca mudar uma percepção: cuidar do animal também significa proteger a família e a comunidade. Informação, atenção aos sinais da doença e acompanhamento profissional podem fazer diferença diante de uma enfermidade que ainda provoca dúvidas e preconceito.
A programação de setembro pretende justamente abrir esse espaço de conversa. Nas escolas, nos serviços de saúde, no seminário e nas ruas, a mensagem será a mesma: prevenção começa pelo cuidado.
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