Homem foi preso após investigação sobre perseguição contra a ex-companheira em Rio das OstrasFoto: Reprodução

Cinco anos de relacionamento terminaram, mas a distância não veio junto com o fim da relação. Segundo a Polícia Civil, uma mulher passou a enfrentar uma sequência de situações que transformaram a rotina dela em um cenário de medo. O ex-companheiro teria insistido em procurá-la, aparecido em lugares onde sabia que ela estaria e até tentado vê-la na portaria de onde morava, mesmo com uma medida protetiva em vigor.
O homem, identificado pelas iniciais J.M.S., foi preso nesta segunda-feira (14), em Rio das Ostras, durante o cumprimento de um mandado expedido pela Justiça. A prisão foi realizada por policiais civis da 128ª DP, que investigam o caso como stalking.
Segundo o relato apresentado à polícia, a perseguição teria começado após o término do relacionamento. A mulher afirmou que o ex-companheiro passou a fazer contatos insistentes e a procurá-la em diferentes locais. O temor teria sido tamanho que ela decidiu mudar de residência.
A investigação também reúne relatos de possíveis investidas contra pessoas próximas à vítima. Conforme o depoimento, o homem teria procurado familiares, parentes e amigos dela. A mulher também afirmou que ele teria feito acusações contra ela nas redes sociais.
Em outro episódio, ainda de acordo com a vítima, J.M.S. teria ido até a portaria da residência onde ela morava para tentar vê-la, apesar da existência de uma medida protetiva. A mulher relatou que as situações provocaram medo e sofrimento emocional e manifestou preocupação com a possibilidade de novas perseguições depois do fim da proteção judicial.
O inquérito também apura um episódio de possível agressão. Segundo o relato apresentado à polícia, o homem teria tomado o celular da ex-companheira durante uma ocorrência.
Diante da repetição das situações relatadas e do temor demonstrado pela vítima, a Justiça autorizou a prisão do investigado. O mandado foi cumprido nesta segunda-feira por agentes da 128ª DP.
Além da investigação por stalking, o caso envolve suspeitas de injúria, calúnia, constrangimento ilegal e divulgação de cena de sexo, nudez ou pornografia sem consentimento. J.M.S. foi levado para a delegacia e permaneceu à disposição da Justiça.
As acusações apresentadas pela mulher ainda são investigadas e deverão ser analisadas no decorrer do processo. A prisão ocorreu no âmbito da apuração policial e não representa, por si só, condenação pelos crimes investigados.