A iniciativa reuniu técnicos da Secretaria Municipal de Pesca e Agropecuária e da Fundação Instituto de Pesca do Estado do Rio de Janeiro (Fiperj). O trabalho ainda está na fase de avaliação e busca descobrir quais áreas apresentam condições para receber tanques destinados à criação de peixes.
Mais do que escolher um espaço para instalar os tanques, a análise considera uma série de fatores que podem determinar se a atividade é realmente possível em cada propriedade. A disponibilidade de água, o espaço existente e a estrutura das áreas rurais estão entre os pontos observados pela equipe.
A proposta abre uma frente de discussão sobre diversificação da produção rural. Para os produtores, a piscicultura pode representar uma possibilidade adicional de geração de renda, mas a implantação depende dos resultados das avaliações técnicas realizadas nas propriedades.
Antes dos peixes, vem a análise das propriedades Durante a visita, a equipe percorreu áreas rurais para conhecer de perto as características de cada propriedade. O objetivo foi identificar condições que possam favorecer a criação de peixes em tanques e apontar os locais com maior potencial para a atividade.
Esse diagnóstico é uma etapa importante antes de qualquer definição. A existência de espaço disponível, por exemplo, não é suficiente para garantir a implantação de um tanque. A equipe também precisa avaliar as condições relacionadas à água e à estrutura necessária para o desenvolvimento da piscicultura.
A partir dessas informações, os técnicos poderão indicar quais propriedades apresentam características compatíveis com o projeto e quais medidas seriam necessárias para avançar.
O trabalho conta com o apoio da Fiperj, instituição estadual que atua na área de pesca e aquicultura. A parceria permite a participação de profissionais com conhecimento técnico específico para analisar a possibilidade de desenvolvimento da atividade.
Diversificação entra no radar do produtor rural Segundo Ivan Noé, superintendente de Gestão Ambiental que responde interinamente pela Secretaria Municipal de Pesca e Agropecuária, a busca por novas atividades faz parte de uma estratégia para ampliar as possibilidades de produção e renda no campo.
“Estamos analisando e fazendo buscas por alternativas que possam diversificar as atividades desenvolvidas no campo e ampliar as possibilidades de geração de renda para os produtores. A parceria entre a Secretaria e a Fiperj também permite a troca de conhecimentos técnicos e o acompanhamento especializado para avaliar a viabilidade da piscicultura no Município”, explicou.
A criação de peixes em tanques pode funcionar como uma atividade complementar dentro das propriedades rurais, mas cada área possui características próprias. Por isso, a avaliação individual é necessária para evitar que uma mesma solução seja aplicada de forma automática em locais diferentes.
Próximos passos dependem do resultado técnico Com a conclusão das avaliações, a equipe poderá identificar as propriedades com potencial para receber os tanques e definir quais serão as próximas etapas. Neste momento, não há confirmação de implantação dos equipamentos em todas as áreas visitadas.
A proposta é transformar o levantamento técnico em informação para orientar futuras decisões. Caso as condições sejam consideradas adequadas, os locais poderão avançar para as etapas necessárias ao desenvolvimento da piscicultura.
O movimento também coloca em discussão uma questão cada vez mais importante para quem vive da atividade rural: como produzir mais e, ao mesmo tempo, criar novas possibilidades de renda sem depender de uma única atividade.
Em Rio das Ostras, a resposta ainda está sendo estudada. Por enquanto, técnicos observam terrenos, disponibilidade de água e estrutura. O próximo capítulo dependerá justamente do que essa análise revelar.
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