Investigação é da 128ª DPReprodução da Internet

Ricardo Inocêncio da Silva, de 25 anos, foi encontrado morto e com sinais de esquartejamento na madrugada desta segunda-feira (28), em uma área de mata na Estrada Professor Leandro Faria Sarzedas, no bairro Cantagalo, em Rio das Ostras. Conhecido como “Da Prata”, ele estava desaparecido havia aproximadamente dois dias e havia deixado o sistema prisional poucos dias antes.

A localização do corpo ocorreu após a mãe de Ricardo receber uma ligação anônima. A pessoa indicou um ponto onde o homem estaria. Policiais militares foram até o endereço informado e fizeram buscas pela área de mata até encontrar o cadáver.

Segundo o 32º BPM, a equipe havia sido acionada para verificar uma ocorrência de encontro de cadáver. No local, os agentes fizeram contato com familiares, que confirmaram o desaparecimento e relataram que Ricardo havia deixado o sistema prisional recentemente.

Área de mata onde o corpo de Ricardo Inocêncio da Silva foi localizado em Rio das Ostras - Foto: Reprodução da Internet
Área de mata onde o corpo de Ricardo Inocêncio da Silva foi localizado em Rio das OstrasFoto: Reprodução da Internet
Perícia encontrou sinais de violência
Após a localização, os policiais preservaram a área para evitar alterações em possíveis vestígios e acionaram a 128ª Delegacia de Polícia de Rio das Ostras. A perícia foi chamada para realizar os procedimentos antes da remoção.

O perito que esteve no endereço constatou a morte e identificou sinais de violência. No registro da ocorrência da Polícia Militar, a perícia apontou sinais compatíveis com decapitação.

Depois do trabalho pericial, policiais militares permaneceram no local para preservar a área até a chegada de uma equipe do Corpo de Bombeiros, responsável pela remoção do corpo.

O cadáver foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML), onde passou por necropsia. Segundo informações do instituto, o corpo apresentava sinais de esquartejamento, com braços e pernas cortados.

Polícia Civil investiga circunstâncias da morte
Ricardo era natural de Maceió, em Alagoas, e morava no bairro Âncora, em Rio das Ostras. Após a necropsia, o corpo permaneceu no IML aguardando a retirada por uma funerária, por meio do serviço social.

De acordo com a ocorrência policial, Ricardo tinha 14 anotações criminais, relacionadas a tráfico de drogas, homicídio e roubo. Os registros fazem parte do histórico informado no atendimento da ocorrência e não indicam, por si só, relação desses crimes com a morte investigada.

A 128ª DP apura o caso. A investigação busca esclarecer as circunstâncias da morte, identificar os responsáveis e entender o que aconteceu com Ricardo durante o período em que permaneceu desaparecido.