Cinco PMs acusados de forjar crime na Providência são soltos

Os agentes foram flagrados por vídeo feito por moradores colocando a arma na mão de jovem atingido por tiros

Por felipe.martins , felipe.martins

Rio - A Justiça do Rio revogou a prisão preventiva dos cinco policiais militares acusados de alterar a cena do crime, colocando uma arma na mão de Eduardo Felipe Santos Victor, de 17 anos, baleado e morto no Morro da Providência, em 29 de setembro do ano passado. Os agentes foram flagrados por vídeo feito por moradores colocando a arma na mão do jovem, que tinha sido atingido por tiros.

Segundo a decisão, a prisão será substituída por medidas cautelares, que incluem a suspensão de função pública, tendo que manter funções administrativas na Polícia Militar, sem porte de arma fora da corporação e do horário de trabalho. Eles também ficam proibidos de manter contato com familiares e amigos da vítima e testemunhas do caso.

Segundo o relatório do juiz Daniel Werneck Cotta, não há necessidade de manter os cinco policiais presos preventivamente, já que todos são réus primários e com bons antecedentes. De acordo com o juiz, não se pode presumir que representariam perigo à população se fossem libertados.

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