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Justiça decreta prisão preventiva de PMs acusados de execução

Vídeo flagrou ação de militares. Caso aconteceu perto de escola onde adolescente foi morta por bala perdida

Por thiago.antunes

Rio - O cabo Fábio de Barros Dias e o sargento David Gomes Centeno tiveram prisão em flagrante convertida em preventiva, na noite desta sexta-feira, pelo juiz Marcello de Sá Batista, durante audiência de custódia no Tribunal de Justiça. Os dois PMs são acusados de executar dois homens durante confronto na tarde desta quinta-feira na Fazenda Botafogo, Zona Norte do Rio.

O crime ocorreu durante operação realizada perto da Escola Municipal Jornalista Daniel Piza, que fica na região. Na hora do confronto, a estudante Maria Eduarda Alves da Conceição, 13 anos, que participava de uma aula de educação física na quadra do colégio, acabou atingida por uma bala perdida e morreu.

Na decisão, o juiz Marcello Batista disse que as condutas em tese praticadas pelo cabo e o sargento são de extrema gravidade e exteriorizam um comportamento que demonstra haver efetivo risco à coletividade com a reinserção dos custodiados ao convívio social, "bem como às fileiras da corporação".

Em um vídeo enviado ao WhatsApp do DIA (98762-8248), que denunciou a ação dos PMs, dois homens aparecem caídos, aparentemente feridos, e ao lado de um deles, há um fuzil. Na cena, aparecem dois policiais com fuzis na mão. Um deles pega o fuzil que está no chão, coloca atravessado no ombro e, em seguida, usando o fuzil da corporação atira à queima-roupa no primeiro homem, que está deitado. O outro policial passa a frente, e faz o mesmo com o outro que também está deitado no chão. Os dois morrem na hora.

O caso está sendo investigado pela Corregedoria da Polícia Militar. Hoje, o porta-voz da Polícia Militar, major Ivan Blaz, comentou o caso e disse que é preciso rever protocolos e coibir ações mal elaboradas, mas destacou que atualmente os policiais vivem “um contexto caótico” e “grave”.

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