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MST invade fazenda do ex-presidente da CBF Ricardo Teixeira em Piraí

Integrantes do Movimento Sem Terra ocupam fazenda desde as primeiras horas desta terça-feira. MST ocupa propriedades em outros estados

Por adriano.araujo , adriano.araujo

Rio - A fazenda que Ricardo Teixeira, ex-presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), possui em Piraí, no Sul Fluminense, é alvo de uma ocupação por integrantes do Movimento Sem Terra (MST), na manhã desta terça-feira. A ação, que acontece em todo o Brasil e também ocupa a propriedade de João Baptista Lima Filho, o Coronel Lima, ligado ao presidente Michel Temer, no interior de São Paulo, visa exigir a reforma agrária e "denunciar os corruptos ruralistas que sustentam o governo".

Cartaz do MST em fazenda de Ricardo TeixeiraReprodução Mídia Ninja

Pelo menos 200 integrantes do MST estão na propriedade de Ricardo Teixeira, que tem aproximadamente 92 hectares — cerca de 920 mil metros quadrados — e centenas de cabeças de gados. 

"Nossa tarefa hoje é dizer que não vamos aceitar, nem aqui no Rio, nem em São Paulo, nem em estado nenhum, que a reforma agrária não se realize, mas que haja organização criminosa com enriquecimento ilícito", diz uma integrante do MST.

Em Duartina, no interior de São Paulo, latifundiários ocuparam a fazenda de João Baptista Lima Filho, o coronel Lima, amigo do presidente Michel Temer. Ele tem seu nome ligado à denúncias de corrupção após a delação da JBS. A Polícia Federal (PF) chegou a encontrar comprovantes de despesas de Temer pagas por Lima.

Outra propriedade ocupada é do ministro da Agricultura Blairo Maggi, no Mato Grosso. Ele também tem seu nome ligado a denúncias de corrupção. No fim de maio, a Aeronáutica interceptou um avião que decolou da fazenda do "Rei da Soja" com 500 quilos de cocaína. Na época, a empresa de Maggi que administra a fazenda negou "qualquer ligação" ou que tenha autorizado a decolagem ou pouso do avião. 

Ricardo Teixeira em fazenda ocupada pelo MSTReprodução

Todas as ocupações, segundo o MST, fazem parte da Jornada Nacional de Lutas pela Reforma Agrária. As manifestações também acontecem no Paraná, Sergipe, Rio Grande do Norte, Piauí e Maranhão. Em comum, todas as propriedades ocupadas são de pessoas acusadas ou denunciadas por atos de corrupção, como lavagem de dinheiro, favorecimento ilícito, estelionato e outros. 


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