Comandante do Bope fala sobre momentos tensos durante sequestro de ônibus

Segundo o tenente-coronel Nunes, sequestrador ameaçou se jogar da Ponte com refém

Por Thuany Dossares

Rio de Janeiro - RJ  - 21/08/2019 - Geral - Treinamento BOPE -  Imprensa acompanha treinamento do Batalhao de Operaçoes Policiais Especiais, na sede do Batalhao, em Laranjeiras, zona sul do Rio - Foto Reginaldo Pimenta / Agencia O Dia
Rio de Janeiro - RJ - 21/08/2019 - Geral - Treinamento BOPE - Imprensa acompanha treinamento do Batalhao de Operaçoes Policiais Especiais, na sede do Batalhao, em Laranjeiras, zona sul do Rio - Foto Reginaldo Pimenta / Agencia O Dia -
Um dia depois de terem a aprovação da maior parte da população, devido ao resgate de 39 pessoas do ônibus da linha 2520 (Alcântara-Estácio) que foram mantidos reféns pelo sequestrador Willian Augusto da Silva, de 20 anos, na Ponte Rio-Niterói, PMs do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) convidaram a imprensa para apresentar uma parte do treinamento das equipes policiais. Durante a visita, ontem, o comandante da unidade, tenente-coronel Maurílio Nunes, revelou que Willian ameaçou se jogar da Ponte junto com um refém durante a ação criminosa.
O sequestro do veículo da Viação Galo Branco durou três horas e meia e acabou com o suspeito morto, numa ação estratégica de atiradores de elite.
O tenente-coronel Nunes contou, também, um pouco de como foram os contatos feitos entre os negociadores e Willian. “Uma hora ele queria dinheiro, outra hora ele pedia um carro para fugir. Uma hora ele falou assim ‘qual é a altura daqui? Vou me jogar daqui com um refém’. Então, os pedidos não tinham uma linha estratégica, uma linha racional”, revelou o comandante.
Os militares da Unidade de Intervenção Tática foram os responsáveis pelo trabalho do Bope durante o sequestro. O grupo é composto por negociadores, atiradores de precisão (snipers) e pelo grupo de retomada e resgate. Seis agentes fizeram uma demonstração de duas formas de incursionar em ambientes fechados, com uma entrada dinâmica e outra sistemática.
“Queria mostrar um pouco do nosso dia a dia, da rotina da Unidade de Intervenção Tática. Essa equipe fica 24 horas por dia dedicada a ocorrências desse tipo, e nesse período são feitos alguns exercícios de treinamentos físicos, técnicos e táticos. Hoje, vocês acompanharam alguns exercícios de movimentação num ambiente confinado, onde os policiais aprimoram a movimentação, avisos de comando de voz, como alcançar e retrair”, disse o tenente-coronel.

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