Polícia estoura fábrica clandestina de armas, munições e explosivos na Zona Norte

Dois homens foram presos em flagrante no local que produzia e abastecia facções criminosas do Rio, inclusive milícias. A residência, localizada na Rua Daniel Carneiro, era monitorada pelo setor de inteligência da UPP Vila Cruzeiro há duas semanas

Por ADRIANO ARAÚJO

Polícia estourou fábrica clandestina de armas, munições e explosivos no Engenho de Dentro
Polícia estourou fábrica clandestina de armas, munições e explosivos no Engenho de Dentro -
Rio - Policiais da UPP Vila Cruzeiro, junto com o 3º BPM (Méier), estouraram, na noite desta quarta-feira, uma fábrica clandestina de armas, munições, coletes balísticos e explosivos, localizada em uma vila de casas no Engenho de Dentro, na Zona Norte do Rio. Dois homens foram presos em flagrante no local que produzia e abastecia facções criminosas do Rio, inclusive milícias.
A residência, localizada na Rua Daniel Carneiro, era monitorada pelo setor de inteligência da UPP Vila Cruzeiro há duas semanas. Os presos são Israel Alves Silva, 30 anos, e Rafael dos Santos Teixeira Weitzel, 25 anos. Weitzel tem três anotações criminais, tendo sido condenado pelos crimes de roubo majorado e receptação. 
Os policiais encontraram no local 27 quilos de pólvora, uma pistola calibre 357 com numeração raspada, um revólver calibre 38, um rifle calibre 22, 4,8 mil munições de calibres diferentes, 35.600 mil unidades de espoleta (responsável pela detonação do disparo), três máquinas para limpar estojos (cápsula da munição), nove máquinas de recarga, duas espingardas de ar comprimido, seis coldres de perna, um cunhete de munição militar, duas máquinas para regulagem de estojos, uma máquina para fundir chumbo, 100 mil estojos (cartuchos) de recarga, um cunhete militar para guardar munição, um escariador de estojo e dois coletes a prova de bala. Também foram apreendidas 12 plataformas de fuzil Colt.

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Polícia estourou fábrica clandestina de armas, munições e explosivos no Engenho de Dentro Divulgação
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Polícia estourou fábrica clandestina de armas, munições e explosivos no Engenho de Dentro Divulgação
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Segundo coronel Jorge Pimenta, que comanda a Coordenadoria de Polícia Pacificadora (CPP), a fábrica clandestina revela um cenário de "independência" do mercado internacional de armas e munições.Aoperação faz parte de uma série de medidas efetivas adotadas pela Polícia Militar para enfraquecer as ações criminosas sustentadas pelo uso ilegal de armas de fogo.
"Os conhecimentos produzidos pela Inteligência da Coordenadoria de Polícia Pacificadora revelaram uma atividade de produção, montagem e comércio de armas e munições realizada em uma fábrica clandestina localizada fora de área conflagrada mas que, segundo os dados obtidos, serviriam para abastecer facções criminosas independente de suas denominações", explicou o coronel.
"Eles abasteciam todas as facções, inclusive milícia, segundo relatos deles próprios. Eles não tinham pátria, faziam para qualquer organização criminosa", disse o major Lima, do 3º BPM (Méier), que apoiou a operação do CPP. Segundo ele, eles possuíam material para fabricar munições de qualquer calibre, desde a pólvora, peças até o maquinário profissional. A quadrilha também fazia manutenção de armas.
Os galões com pólvora e os coletes apreendidos na fábrica clandestina tinham a marca da Companhia Brasileira de Cartuchos (CBC). A ação ocorreu sem a necessidade de nenhum disparo. O caso foi registrado na 19ª DP (Tijuca). Rafael dos Santos Teixeira Weitzel e Israel Alves Silva foram autuados pelo crime de posse ou porte ilegal de arma de fogo de uso restrito.

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