Seis filhos de Flordelis apontaram a deputada como mentora do assassinato de pastor

Afirmação é de um filho de Flordelis em depoimento

Por Bruna Fantti

Anderson com Flordelis: pastor foi morto na madrugada de 16 de junho
Anderson com Flordelis: pastor foi morto na madrugada de 16 de junho -
Rio - Um dos filhos da deputada Flordelis dos Santos, que pediu para não se identificar, afirmou, ontem, que seis filhos que comprometeram a parlamentar como mentora do assassinato do pastor Anderson do Carmo conseguiram empregos, através do vereador Wagner Pimenta, o Misael da Flordelis (MDB), de São Gonçalo. Em seu depoimento, Misael, que também é filho da deputada, disse que a mãe foi a “mentora intelectual” da morte do pai.
O relato foi dado por ele dois dias após o crime, ocorrido no dia 16 de junho. Além disso, Misael garantiu que Flordelis contou ter quebrado o celular do pastor e atirado o aparelho da Ponte Rio-Niterói. Os celulares da deputada, da vítima e de Flávio dos Santos, um dos filhos preso pelo assassinato, nunca foram encontrados.
Segundo a denúncia, as nomeações em cargos comissionados na Prefeitura de São Gonçalo ocorreram 15 dias após os depoimentos que comprometeram a parlamentar. Em nota, a assessoria de Misael disse que, das sete testemunhas que “acreditam no envolvimento de Flordelis no crime”, apenas duas trabalham com o vereador: Daniel, que está no gabinete desde 2017, e Luan, que trabalhou no gabinete em 2017 e retornou, em julho.
A reportagem apurou que há nomeações em cargos comissionados de outros filhos da deputada na Prefeitura de São Gonçalo, mas sem relação direta com Misael.
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