Dois pacientes que estavam internados no Hospital Badim recebem alta

Permanecem internadas 77 pessoas: 57 pacientes que eram atendidos no Hospital Badim quando houve o incêndio e outras vinte pessoas, dentre acompanhantes, familiares e funcionários que se feriram durante a tragédia

Por O Dia

Hospital Israelita Albert Sabin, no Maracanã, recebeu pacientes transferidos do hospital Badim, após incêndio de quinta-feira
Hospital Israelita Albert Sabin, no Maracanã, recebeu pacientes transferidos do hospital Badim, após incêndio de quinta-feira -
Rio - Dois pacientes que precisaram ser transferidos durante o incêndio no Hospital Badim para outras unidades receberam alta desde sábado. A unidade divulgou novo balanço na tarde deste domingo. No momento, há 57 pacientes internados, além de 20 familiares e funcionários, que ficaram feridos durante a tragédia, como inalação de fumaça. Havia 41 pessoas internadas na UTI no momento do incêndio.
O Hospital Badim, no entanto, não divulga quantos funcionários da unidade que participaram do salvamento estão internados e qual seu estado de saúde. Na nota divulgada à imprensa, diz apenas que há vinte funcionários e familiares feridos, sem especificar quantas são as vítimas de cada grupo.
Em nota, o hospital acrescenta que diariamente o corpo médico do Hospital Badim está visitando todos os pacientes que continuam internados e acompanhando a evolução de seus estados de saúde. "Nosso Grupo de Apoio Multiprofissional segue oferecendo atendimento aos familiares dos pacientes", diz.
Os canais de suporte aos familiares do hospital são os seguintes: WhatsApp (exclusivamente por escrito): (21) 97101-3961 e e-mail: suportefamiliares@badim.com.br.
"Mais uma vez, gostaríamos de enfatizar nosso profundo agradecimento às incontáveis manifestações de ajuda e solidariedade que temos recebido desde o ocorrido", finaliza a nota.
Perícia confirmou início de incêndio em gerador 
A Polícia Civil encerrou no sábado, o segundo dia consecutivo de perícia no Hospital Badim, no Maracanã, na Zona Norte do Rio. O trabalho, realizado por seis peritos, durou cerca de duas horas, e confirmou que o incêndio teve realmente origem em um dos geradores localizado no subsolo do prédio mais antigo da unidade de saúde. Diversas peças foram retiradas do gerador para permitir aos investigadores concluir o que provocou o fogo.
O delegado-titular da 18ª DP (Praça da Bandeira), Roberto Ramos, informou que os peritos devem voltar ao local na próxima semana, acompanhados da empresa responsável pela manutenção do gerador, para retirar uma peça restante. O trabalho teve que ser interrompido ontem por causa da quantidade de água presente no subsolo. Bombas de sucção foram usadas para fazer a drenagem.
Roberto Ramos adiantou que outras pessoas importantes para as investigações prestarão depoimento na segunda-feira. Ele não confirmou quantas testemunhas serão ouvidas na data, mas já se sabe que entre elas estarão os dois primeiros brigadistas a chegarem ao local do incêndio. Na sexta-feira , dois eletricistas do hospital foram ouvidos.
O investigador também já havia dito que qualquer suspeita de evento criminoso seria prematura. Outras questões precisam ser esclarecidas, como por que a fumaça se propagou entre os andares e se havia rota de fuga e plano de escape no hospital.

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