Cor turva: risco à saúde - Reprodução/Redes Socias
Cor turva: risco à saúdeReprodução/Redes Socias
Por O Dia
Publicado 07/01/2020 10:41 | Atualizado 07/01/2020 16:42
Rio - A Subsecretaria de Vigilância Sanitária e Controle de Zoonoses do Rio está inspecionando nesta terça-feira 12 pontos nos bairros de Paciência, Campo Grande, Santa Cruz, Olaria, Brás de Pina e Ramos a qualidade da água distribuída pela Cedae para os consumidores, após as reclamações de que ela tem chegado na torneira barrenta e com mau cheiro.
O órgão é responsável pelo monitoramento da qualidade da água distribuída pela concessionária. Os técnicos estão coletando amostras para a análise microbiológica feita no Laboratório Municipal de Saúde Pública (Lasp), com os resultados saindo em 24 horas.
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A coordenação do Lasp, ao tomar conhecimento da alteração na água, fez contato com a Cedae, sendo informada que a empresa estava em apuração para identificar se houve algum problema no Guandu. O laboratório analisa todo mês 264 pontos da água fornecida pela Cedae, o que permite o monitoramento da rede de abastecimento da cidade por completo.
"Em caso de alteração, notificamos imediatamente notificada à Cedae para providenciar a adequação dos problemas, muitas vezes pontuais e rapidamente sanados pela empresa. Vale registrar que o índice é de, em média, 9% de alteração, sendo que no segundo semestre de 2019 o maior problema foi o de turbidez mais alta que o permitido. Isso acontece quando há material em suspensão na água, o que pode ser provocado por um cano enferrujado ou mesmo sujeira que atinge a água", explica a coordenadora Roberta Ribeiro.
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O Lasp também monitora outros cerca de 100 pontos de água fornecida pela Cedae a unidades de saúde e de educação da Prefeitura, analisando também a água consumida internamente em bebedouros, cozinhas e banheiros.
Por meio da Coordenação de Engenharia, a Vigilância inspeciona ainda os reservatórios de água de imóveis públicos, a partir de demandas recebidas pela Central 1746. Um exemplo foi a vistoria feita na Unirio, na Urca, no primeiro semestre do ano passado, quando técnicos interditaram a unidade por conta da água contaminada depois de um temporal que causou diversos danos na cidade.
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Nas inspeções, os técnicos exigem o certificado de higienização dos reservatórios, o que deve ser feito de seis em seis meses por empresa contratada. A Vigilância disponibiliza em seu site instruções para a manutenção da limpeza de caixas d`água, cisternas e outros reservatórios.