Associação de moradores e sindicato de hotéis se reúnem para pedir reabertura da Avenida Niemeyer

A via segue interditada pelo Ministério Público (MP-RJ) desde 28 de maio do ano passado

Por RENAN SCHUINDT

Avenida Niemeyer
Avenida Niemeyer -
Rio - O fechamento da Avenida Niemeyer, umas das principais ligações entre a Zona Oeste e a Zona Sul do Rio, também causa prejuízos aos cariocas. Não à toa, o Sindicato dos Meios de Hospedagens (Hotéis Rio) e a Associação de Moradores de São Conrado (Amasco), se reúnem hoje, às 8h, na área externa do Hotel Nacional, para um encontro que marcará publicamente o pedido de reabertura da Avenida Niemeyer. A via segue interditada pelo Ministério Público (MP-RJ) desde 28 de maio do ano passado, após um deslizamento de terra que resultou na morte de duas pessoas.

Segundo o Hotéis Rio, o movimentação dos empreendimentos na região caiu cerca de 80%. Já a Associação Comercial do Recreio, afirma que o impacto na distribuição de mercadorias para Barra da Tijuca e adjacências são sentidos pelo consumidor final, já que o fechamento da via obriga o acesso com pedágio via Linha Amarela.

Ainda segundo a associação, com a mudança, o trânsito da região para quem atravessa da Barra da Tijuca para a Zona Sul sofreu acréscimo de pelo menos 40 minutos. Vale ressaltar que antes do fechamento, circulavam em média 36 mil veículos pela Avenida Niemeyer, segundo o Centro de Operações da Prefeitura do Rio.

De acordo com o Tribunal de Justiça (TJ-RJ), a prefeitura concluiu somente metade das obras e sua continuação, sem a interdição das pistas, traria risco aos operários e transeuntes. Ainda segundo o TJ, o laudo elaborado pelo município, que atestaria a ausência de risco de rolagem de pedras, carece de anotação de responsabilidade técnica (ART) junto ao CREA. Outro argumento é o estado de conservação do Motel Vip's, cujo muro tombou durante o processo, e que demanda uma investigação técnica mais detalhada.

Em nota, a SMIH informou que a prefeitura vem se utilizando das vias legais, pedindo a reabertura da via, e que as ações emergenciais foram finalizadas e a pasta já iniciou a desmobilização dos canteiros de obras. Foram investidos R$ 34 milhões, em 54 pontos de intervenções em diferentes ao longo de toda a via até a comunidade do Vidigal.
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