Luiz Alberto Braga passou em terceiro lugar geral no Colégio Naval - DIVULGAÇÃO
Luiz Alberto Braga passou em terceiro lugar geral no Colégio NavalDIVULGAÇÃO
Por O Dia

Com apenas 15 anos, Luiz Alberto Braga já tem bastante história para contar. Com certeza, mais que muito adulto por aí. O jovem morou nos Estados Unidos durante quatro anos e quando retornou ao Rio de Janeiro teve grande dificuldade nos estudos em função das características bem diferentes entre os ensinos norte-americano e brasileiro. Porém, as adversidades não foram problemas para o morador de Bangu, na Zona Oeste, e aluno do Elite Rede de Ensino, tanto que ele passou para o Colégio Naval em terceiro lugar na classificação geral, no concurso deste ano.

A preparação para o exame do Naval iniciou em agosto do ano passado. Segundo o estudante, ele não tinha base alguma. "Me lembro de quando fiz o meu primeiro simulado do Colégio Naval e eu acertei quatro questões em matemática, porque eu chutei e não conseguia resolver. Morei em Orlando quatro anos e nesse período eu não escrevia e não lia em português, apenas falava com os meus pais. Quando voltei para o Brasil tive de aprender tudo do começo. História, geografia, português, matemática e outras. De agosto a janeiro, foquei em fazer uma base, e por isso, estudei durante as férias. De fevereiro até o concurso, estudava no Elite de manhã e à tarde fazia questões e revisava o que eu aprendi. Aos sábados, realizava simulados e aos domingos fazia redações e revisava o que eu aprendi na semana."

"Tive de assimilar a história e geografia do Brasil do zero, a gramática da Língua Portuguesa, as regras de matemática etc. As matérias do Brasil, comparadas às dos EUA, são muito mais difíceis", completa ele.

Este ano foi atípico, complicado e desafiador para todos, com Luiz Alberto não foi diferente. "Foi difícil para todos, alunos e professores, mas o Elite manteve a qualidade durante a pandemia. As aulas on-line foram melhores para mim, porque tive mais tempo para revisar o conteúdo. A escola foi fundamental na minha preparação, pois além de o ensino ser excelente, os mestres são muito bons e atenciosos. E o Elite possui muitas oportunidades, como monitorias e simulados", explica.

A classificação entre os primeiros pegou Luiz Alberto completamente de surpresa, mas os pais dele sempre estiveram confiantes. "Não esperava que conquistaria uma colocação boa como essa. O meu foco era passar, não importaria o lugar. Não tinha muita certeza de que iria ser aprovado, mas os meus pais tinham. No dia da prova fui tranquilo e fiz bem calmo, apesar de ser minha primeira vez. Não há uma receita mágica para ser aprovado no Colégio Naval. Mas, há coisas que vão lhe ajudar. Nunca desista, continue se esforçando e aproveite toda oportunidade que tiver. Estude tudo que você puder e que tiver em suas mãos."

Destrinchar o estilo da prova é algo que merece destaque. De acordo com Luiz Alberto, a matéria que os concurseiros mais estudam, principalmente, para o Colégio Naval é matemática devido ao alto nível do exame. A prova, apesar de ser de nível fundamental, possui questões e teorias que são geralmente aprendidas no ensino médio. Mas é importante também que os candidatos não deixem de estudar e dar atenção às outras disciplinas. "Depois de fundamentar a minha base em matemática durante as férias, que era a minha maior dificuldade, estudei mais as outras matérias, como português e estudos sociais. É importante estudar os tópicos que mais caem em cada matéria nos anos passados para usar o seu tempo de modo inteligente."

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