Cerca de 70 pessoas estiveram no local para se despedir do porteiro. No momento em que o caixão estava sendo abaixado para ser coberto por gramas e flores, amigos e familiares gritaram pedindo por justiça.
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Aroldo Mendonça, de 59 anos, policial federal e morador do prédio em que Jorge trabalhava, e que chegou no condomínio logo após o incidente, disse que quando passou pela portaria, viu o porteiro ensanguentado e caído no chão gritando: "seu Aroldo, ele tentou me matar", apontando para o motoboy.
O morador cita que seu Jorge tinha trombose, era cardíaco e que já sofreu um AVC, e por isso, tinha uma certa dificuldade para andar. Afirma ainda que o motoboy não possuía nenhuma marca de agressão pelo corpo e que ele, inclusive, já havia arrumado confusão no condomínio recentemente.
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"Ele não respeitava as normas. Um dia eu cheguei no prédio para tentar entrar com o carro e a moto dele estava atrapalhando a passagem. Ele não queria tirar a motocicleta e discutiu com o Jorge. Ou seja, não é a primeira vez", conta.
O policial federal relata ainda que quando tentou socorrer o funcionário, Jorge falou que tinha sido chamado de "macaco" e "crioulo safado" pelo entregador.
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"Ele falou isso e eu fiquei sem acreditar. Já no hospital, um dos filhos dele me contou a mesma história. Falou que o pai tava com vergonha de ter apanhado e de ter sido chamado de "macaco" e "crioulo safado", finaliza.
Jorge estava internado no Hospital Municipal Miguel Couto, na Gávea, mas não resistiu aos ferimentos e morreu. Ele deixa a mulher e dois filhos.
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