Patrícia Godoys da Silva, de 31 anos, foi atingida na região do quadril na Estrada da Cacuia, na Ilhareprodução de Rede Social
Patrícia foi atingida na região do quadril. "A bala entrou na frente e saiu atrás e por pouco não pegou numa veia que eu esqueci o nome. O médico falou para mim: 'Você tem religião?' Eu respondi que sim. Então ele falou: ‘Então amanhã você pode agradecer, porque nasceu de novo. Se o tiro pegasse milímetros para o lado, você estaria morta'", contou.
Segundo a cabeleireira, tudo aconteceu muito rápido. "Eu estava no carro com minha amiga porque eu estava fazendo o cabelo dela e quando a gente terminou começaram os tiros, a gente esperou dá uma cessada e chamou um carro de aplicativo, mas quando a gente desceu a Rua Copiuva começou o tiroteio de novo e o carro, o rapaz, saiu desgovernado e entrou ali no Yakisoba, bateu ali, e foi nessa hora que eu fui baleada. Eu olhei e estava queimando muito e eu estava sangrando", explicou.
Na ocasião, populares ajudaram Patrícia. "Um casal me pegou e me levou pro Evandro Freire e me acalmou (...) Sou cabeleireira, preciso comprar antibiótico que não é barato, gases para curativo, então dezembro tá aí e eu vou trabalhar firme e forte, porque eu sou forte pra caramba e Deus me permitiu", finalizou.
Além de Patrícia, uma outra mulher, Marina dos Santos, 23, também foi atingida no tiroteio e precisou ser levada ao mesmo hospital. O estado de saúde dela é grave.
De acordo com a Polícia Militar, os disparos foram feitos por um grupo de homens armados na direção de um dos acessos ao Morro do Dendê.
Segundo a Polícia Civil, o caso é investigado pela 37ª DP (Ilha do Governador). Diligências estão em andamento para apurar os fatos e identificar a autoria do crime

Os comentários não representam a opinião do jornal e são de responsabilidade do autor.