O calor não perdoou quem deixar as compras de Natal para a última hora na SaaraReginaldo Pimenta/Agência O Dia

Rio – Quem deixou as compras de Natal no centro de comércio popular da Saara, no Centro, para a última hora, ganhou uma companhia implacável: o forte calor que castigou o Rio nesta quarta-feira (24). Fosse por aquela roupa especial para ceia ou pelos presentes para familiares, o jeito foi encarar o “bafo” para não voltar para casa carregando frustração em vez de sacolas.
Estreante na Saara, a técnica de segurança do trabalho Brena Michelle, que é mineira e mora em Vitória (ES), mas está sempre no Rio a trabalho, admitiu que a temperatura elevada fez da experiência inédita um desafio: "Realmente me incomodei muito. Se fosse em outra época, não me incomodaria. Mas tenho 46 anos e estou enfrentando a perimenopausa. Sinto calor mais do que o normal, e paralelo a isso, tenho oscilações de humor, irritabilidade".
Já a publicitária aposentada Silvia Nadir, de 67 anos, que foi acompanhada da neta Leandra, de 14, chegou a ter um mal-estar por causa do forte calor: “Passei mal. Estava muito quente. Precisei parar, sentar um pouco na sombra e tomar água. Só depois consegui voltar a caminhar”
A postergação
Além do calor hostil, que é característico desta época do ano e fez a cidade entrar no nível de Calor 3, outra tradição foi mantida na Saara nesta véspera de Natal: a corrida contra o tempo de quem deixou para comprar presentes, itens para a ceia e afins nas últimas voltas do ponteiro.

Brena Michelle garantiu que não tem o hábito de postergar as compras. Ela, entretanto, precisou recorrer ao comércio popular para garantir o look natalino que ainda faltava: “Por motivo de força maior, saí para comprar uma roupa para passar o Natal com alguns colegas de trabalho”.
Dona Silvia também assegurou que não é do time das que costumam encarar perrengues porque ficaram postergando as compras. A ida na Saara horas antes de a ceia ser posta se deu por motivos alheiros à sua vontade: “O dinheiro entrou tarde demais (risos)”, brincou a simpática gaúcha, que vive no Rio há 21 anos.
Variedade e preços a favor
A correria e a temperatura alta jogaram contra, é bem verdade, mas quem esteve na Saara nesta quarta também teve seus motivos para sorrir, como, por exemplo, a variedade de opções oferecidas pelo “shopping a céu aberto”, o que aumenta significativamente a probabilidade de se encontrar tudo o que se precisa.
Novata no centro de comércio varejista, Brena se fiou nas experiências anteriores de uma amiga: “Ela já conhecia e precisava comprar coisas. Também fui por achar que talvez encontraria o que estava buscando”, comentou a mineira, analisando a quantidade de clientes na região em plena véspera de Natal: “Eu achei que estava cheio, mas me disseram que não estava. Falaram que nos dias comuns fica bem mais. Fiquei surpresa”.
Para Dona Silvia, que também foi comprar o que vestir nesta noite, além de presentes para as netas, o ponto positivo foi o alívio no bolso, sobretudo no derradeiro 24 de Dezembro: “No último dia, eles dão mais ofertas. E os preços também estavam ótimos”, concluiu.
*Colaborou Reginaldo Pimenta