Geradores abastecem prédios afetados pela falta de energia na Avenida AtlânticaÉrica Martin/Agência O Dia

Rio - A Defensoria Pública do Rio (DPRJ) ajuízou uma Ação Civil Pública, nesta segunda-feira (5), exigindo o restabelecimento imediato do fornecimento de energia no Leme e em partes de Copacabana. Os bairros, na Zona Sul, tiveram o abastecimento interrompido há cerca de 48 horas, e áreas da região ainda permanecem sem eletricidade hoje, enquanto outros pontos funcionam por meio de geradores. 
A falta energia teve início por volta das 13h do último sábado (5) e o caso passou a ser acompanhado pela Defensoria na manhã de domingo (4), quando moradores relataram ao órgão a interrupção total do fornecimento. Segundo a DPRJ, após contato do Núcleo de Defesa do Consumidor (Nudecon) com a Light, a previsão era de que o serviço seria totalmente restabelecido até as 12h de ontem.
No entanto, moradores e comerciantes da região continuaram sem eletricidade após o horário indicado e a Defensoria encaminhou um ofício formal cobrando esclarecimentos e providências imediatas ou, de forma subsidiária, a instalação de geradores nas áreas afetadas. Em resposta, a concessionário informou ao órgão que o fornecimento seria plenamente normalizado até as 21h de domingo.
Mesmo com o novo prazo, até as 11h da manhã desta segunda, o serviço não havia sido completamente restabelecido. A maior parte dos pontos continuava sem energia elétrica e, de acordo com a DPRJ, "os poucos locais atendidos enfrentavam prestação precária do serviço". A Defensoria informou que "diante da persistência das falhas e do descumprimento reiterado dos prazos informados", decidiu ingressar com Ação Civil Pública, requerendo judicialmente o restabelecimento imediato da energia elétrica nas regiões afetadas.
Moradores e comerciantes há 48 horas sem luz
Por meio de nota, a Light informou nesta segunda-feira que a falta de luz foi provocada por furtos de cabos da rede subterrânea. A concessionária garantiu que o fornecimento de energia já foi restabelecido e que atua apenas "em casos pontuais". Mais de 100 profissionais, ainda de acordo com a empresa, estão trabalhando para recompor integralmente a configuração original da rede e garantir sua estabilidade. A Light disse ainda que instalou geradores de forma estratégica, seguindo critérios técnicos e operacionais.

A empresa informou que no ano passado foram registradas 353 ocorrências de furto de cabos em Copacabana. No Leme, foram registrados 11 furtos, com cerca de 8,4 km de rede subtraída e prejuízo estimado em R$ 728 mil.
A falta de energia também afetou o abastecimento de água nos bairros e, de acordo com a Águas do Rio, equipes estão acompanhando a retomada da operação do sistema de abastecimento. "Até que o fornecimento seja normalizado, a concessionária orienta os moradores a utilizarem a água armazenada em cisternas e caixas d’água de forma prioritária, somente em atividades essenciais", alertou a empresa.
Procurada, a Polícia Civil afirmou que, através da Delegacia de Roubos e Furtos (DRF) e de suas distritais, investiga a ação de grupos criminosos na região e diligências seguem em andamento para identificar e prender envolvidos em roubos e furtos de cabos no Rio. À reportagem do DIA, comerciantes relataram que tiveram que cancelar atendimentos e não puderam fazer vendas durante o apagão. Moradores também ficaram sem sair de casa, já que os elevadores dos prédios não funcionaram.