'Velha guarda' do tráfico no Morro do Dendê é morto a tiros em plena luz do dia
Humberto Jerônimo, de 71 anos, conhecido como Seu Gordan, administrava pontos de vans na Zona Norte. A Delegacia de Homicídios da Capital investiga o crime
Humberto Jerônimo, conhecido como Seu Gordan, foi morto a tiros na Estrada do Galeão - Reprodução/Redes sociais
Humberto Jerônimo, conhecido como Seu Gordan, foi morto a tiros na Estrada do GaleãoReprodução/Redes sociais
Rio - Humberto Jerônimo, de 71 anos, conhecido como Seu Gordan, foi morto a tiros, em plena luz do dia, nesta quarta-feira (14), em um dos pontos de vans que administrava no bairro Portuguesa, na Zona Norte. Um vídeo que circula nas redes sociais mostra a vítima baleada na barriga e no tórax, sentada em uma cadeira de plástico amarela. Nas imagens, ele já aparece desacordado.
Humberto chegou a ser socorrido por populares e levado para o Hospital Municipal Evandro Freire, mas já estava morto. Equipes do 17º BPM (Ilha do Governador) foram acionadas para verificar a ocorrência na Estrada do Galeão e preservaram o local até a chegada da perícia. A Delegacia de Homicídios da Capital (DHC) investiga o crime.
Humberto era irmão de Gilberto Coelho de Oliveira, o Gil do Dendê, que já ocupou o posto de chefe do tráfico de drogas no Morro do Dendê. Assim como o irmão, Seu Gordan também esteve na mira da Polícia Civil por associação ao crime e chegou a ser preso por agentes da 37ª DP (Ilha do Governador), suspeito de lavar dinheiro para o tráfico na região. Para a Polícia Civil, ele fazia parte da "velha guarda" do crime na comunidade e mantinha participação discreta no Terceiro Comando Puro (TCP).
Em 2021, o jornal O DIA revelou uma investigação da Polícia Civil que apontava um patrimônio milionário atribuído a Humberto, estimado em cerca de R$ 6 milhões. Segundo os investigadores, ele cuidava da área financeira dos traficantes do TCP desde 1998, quando o Morro do Dendê era comandado por Miltinho do Dendê. Ao longo dos anos, teria acumulado cerca de dez imóveis e onze veículos registrados em seu nome e de familiares.
Entre os veículos identificados na época estavam três carros de luxo, dois Honda HR-V, um Mitsubishi ASX e seis Kombis. Estas últimas eram usadas no transporte alternativo no Morro do Dendê, atividade explorada pelo tráfico até os dias atuais.
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