Rio – O prefeito do Rio Eduardo Paes (PSD) decretou a desapropriação de 25 imóveis, nas zonas Norte e Oeste, para que sejam construídas garagens de ônibus. A decisão, que já está em vigor, foi publicada na edição desta segunda-feira (2) do Diário Oficial do Município.
No texto, Paes cita a Constituição Federal, que assegura o transporte como direito social fundamental, e destaca o “caráter essencial” do serviço de ônibus para a população. O prefeito ainda ressalta que as garagens “são infraestruturas estratégicas para viabilizar a sua operação, sendo indispensáveis para o estacionamento, manutenção preventiva e corretiva, limpeza e abastecimento dos veículos que atendem diariamente” os passageiros.
Na lista de vias onde estão situados os imóveis desapropriados, aparecem a Avenida de Santa Cruz, no bairro de mesmo nome; a Estrada do Galeão e a Rua Mileto Maciel, na Ilha do Governador; e as ruas Boiobi e Engenheiro Paula Lopes, em Bangu.
A Prefeitura não deu mais detalhes sobre as novas garagens, como prazos para obras e quantas empresas fariam uso dos espaços.
Já na manhã desta segunda, a crise das empresas, que se arrasta há meses, teve outro desdobramento. Motoristas realizaram uma manifestação pedindo o pagamento de indenizações. Segundo o Sindicato dos Rodoviários, mais de 600 trabalhadores foram dispensados sem receber.
Segundo o presidente da instituição, Sebastião José, os profissionais foram pegos de surpresa, e medidas judiciais estão sendo tomadas.
"Ingressamos com uma ação no Tribunal Regional do Trabalho, pedindo antecipação de tutela para que as empresas Real e Vila Isabel, além de todos os consórcios, sejam responsabilizados pelo pagamento das verbas rescisórias de todos os trabalhadores dispensados. São mais de 600 profissionais, com 20, 30 e até 40 anos de serviços prestados à população do Rio, pegos de surpresa e que não foram devidamente indenizados", explicou.
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