"Segundo a namorada dele, eles estavam caminhando, voltando para casa e ela teve a impressão de que uma arma falhou. Mas como era Carnaval... Podia ser uma brincadeira. Então eles nem queriam registrar, mas viram uma outra pessoa subir na moto depois. E então, registraram. Infelizmente, a gente não conseguiu evitar que o pior acontecesse", disse, muito abalada, Adriana, no Instituto Médico Legal (IML) do Barreto. A namorada da vítima, que estava com ele no momento do ataque, a acompanhava, mas não falou com a imprensa.
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Em choque e com voz embargada, Adriana também afirmou que não entende o que motivou o crime contra o irmão: "Ele seria incapaz de fazer qualquer mal. Nos anos 80, quando a capoeira era uma coisa mais agressiva, ele participou dos movimentos para pacificar mais isso, a vida dele era a capoeira. Então, com certeza, estamos muito perdidos, não sabemos quem pode ter feito isso, nem por quê".
"Meu irmão não tinha inimigos, era uma pessoa muito especial. Ele não tinha, que a gente soubesse, nenhum desafeto. Era uma lenda da capoeira. Ele era querido por todos, admirado. Tinha um compromisso muito grande com a profissão dele."
A irmã esteve no IML nesta manhã para realizar a liberação do corpo de Paulinho. O sepultamento deve ocorrer na sexta-feira.
Procurada para falar sobre a suposta tentativa de assassinato registrada pela família, a Polícia Civil respondeu que a Delegacia de Homicídios de Niterói, São Gonçalo e Itaboraí (DHNSG) apura o caso.
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