Adonis de Oliveira e turistas canadenses estava no helicóptero que caiu no mar da BarraReprodução / Instagram
Piloto explica manobra de emergência após pane em helicóptero e pouso forçado no mar da Barra
Adonis de Oliveira compartilhou uma foto ao lado dos turistas canadenses que eram os passageiros e disse que pretende voltar à atividade quando tiver liberação
Rio - O piloto Adonis de Oliveira, que comandava o helicóptero no momento em que fez um pouso forçado no mar da praia da Barra da Tijuca, na sexta-feira (3), usou as redes sociais para relatar os momentos antes da emergência, após uma pane na aeronave.
Na publicação, ele posou ao lado dos dois turistas canadenses que eram seus passageiros. Adonis explicou que fazia um voo panorâmico e, no retorno à base, aconteceu uma pane. Ele explicou que tentou achar um local para pousar na faixa de areia, mas não encontrou devido ao grande número de pessoas no local.
“Executei uma manobra de emergência conhecida como autorrotação, procedimento que permite realizar um pouso seguro mesmo em caso de falha de motor. Ao identificar o problema, busquei imediatamente um local adequado para o pouso em terra firme. Contudo, devido à distância, percebi que não conseguiria alcançar a faixa de areia e, ainda que fosse possível, a grande concentração de banhistas tornaria a aproximação insegura para terceiros”, disse.
Segundo ele, a alternativa mais segura foi o pouso forçado no mar, em um ponto mais próximo possível da faixa de areia. “Essa decisão foi fundamental para o desfecho positivo da ocorrência, pois permitiu o rápido resgate de todos a bordo. O helicóptero não afundou completamente, o que facilitou a retirada dos cintos e a evacuação dos passageiros. Felizmente, tudo ocorreu dentro do que era possível planejar em poucos segundos. Apesar das dificuldades naturais de uma situação como essa, conseguimos sair da aeronave com segurança”, afirmou.
Na sexta-feira, o servidor público Fernando Hazuki, de 53 anos, que presenciou a queda, destacou a precisão do pouso a O DIA. “O piloto foi muito bom, porque essa parte da praia estava vazia. Tinha gente dos dois lados, surfistas e pessoas mergulhando, mas onde ele pousou não tinha ninguém. Foi bem certinho", afirmou. "Ele parou perto da água, meio plano, e aí bateu. Nisso que bateu, girou e virou para o lado do piloto".
Na publicação, Adonis ressaltou ainda que, apesar da intercorrência, o helicóptero continua sendo um meio de transporte seguro e disse que pretende voltar a pilotar as aeronaves. “Tão logo eu cumpra todas as exigências previstas pela ANAC para a revalidação da minha licença, estarei de volta às minhas atividades nos céus”, garantiu.
Relembre o caso
Um helicóptero modelo Robinson 44 caiu no mar da praia da Barra da Tijuca, na Zona Sudoeste do Rio, entre os postos 3 e 4, na manhã de sexta-feira (3). O acidente aconteceu perto da faixa de areia, na altura do condomínio Vivendas da Barra. Um vídeo, que circula nas redes sociais, mostra Adonis e os canadenses saindo conscientes da aeronave.
Banhistas, que acompanharam o pouso forçado, disseram que o helicóptero se aproximou devagar da água e virou para o lado, momento em que as hélices se partiram. Após o acidente, um surfista se aproximou para ajudar no resgate.
Segundo o Corpo de Bombeiros, guarda-vidas da região prestaram o primeiro atendimento, com apoio de uma moto aquática que passava pelo local, realizando o socorro imediato das vítimas, que foram colocadas na faixa de areia.
Após o socorro do piloto e passageiros, o Corpo de Bombeiros iniciou o trabalho para a retirada da aeronave do mar. Foram utilizadas cordas e cabos de aço, além da ajuda de dois tratores.
A Força Aérea Brasileira (FAB), por meio do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (CENIPA), informou que investigadores do Terceiro Serviço Regional de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (SERIPA III), com sede no Rio de Janeiro (RJ), foram acionados para realizar a Ação Inicial da ocorrência envolvendo a aeronave de matrícula PR-DEM, na Barra da Tijuca.
Durante a Ação Inicial, profissionais qualificados e credenciados aplicam técnicas específicas para coleta e confirmação de dados, preservação de elementos, verificação inicial dos danos causados à aeronave ou pela aeronave, além do levantamento de outras informações necessárias à investigação. As causas do acidente ainda são desconhecidas.

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