Estupro coletivoReprodução
Ele ficará em regime fechado por pelo menos seis meses. Na sentença, a juíza Vanessa Cavalieri destacou que a gravidade da conduta e a falta de limites no ambiente familiar contribuíram para a aplicação da medida.
O adolescente prestou depoimento na segunda-feira (14) durante audiência de instrução. Ele se entregou à Polícia Civil no dia 6 de março. A vítima foi ouvida por videoconferência, com acompanhamento de uma psicóloga.
Na decisão, a magistrada destacou a importância do relato da jovem, ressaltando que, em casos dessa natureza, geralmente sem testemunhas, a palavra da vítima tem relevância. O depoimento foi considerado coerente e detalhado, além de compatível com exames que apontaram agressões físicas.
A sentença também se baseou no Protocolo para Julgamento com Perspectiva de Gênero, do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). O documento orienta que a análise de casos de violência contra mulheres leve em conta desigualdades estruturais. Segundo a juíza, a medida busca assegurar equilíbrio no processo diante das dificuldades de comprovação desse tipo de ocorrência.
Segundo as investigações do caso, o adolescente foi o mentor do crime e o responsável por atrair a vítima até ao apartamento onde ocorreu o estupro coletivo. Além dele, Vitor Hugo Oliveira Simonin, 18 anos, Bruno Felipe dos Santos Allegretti, 18, Mattheus Veríssimo Zoel Martins, 19, e João Gabriel Xavier Bertho, 19, também participaram do ato. Os quatro tiveram as prisões mantidas pela Justiça.
O estupro coletivo ocorreu na noite do dia 31 de janeiro, em Copacabana. Ela recebeu uma mensagem de um colega da escola, com quem já havia tido um relacionamento anteriormente, a convidando para ir à casa de um amigo. Ao chegar ao prédio, o rapaz insinuou que fariam "algo diferente", o que foi prontamente recusado por ela.

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