Gabriel de Jesus, 28 anos, deixa três filhos pequenosArquivo Pessoal
"Ele não ia trabalhar no domingo, mas foi acionado e precisou ir. Ele disse que ia voltar, porque meu sobrinho mais velho estava urinando com uma cor estranha, aí ele falou que ia chegar, levar para o posto 24h aqui próximo e depois ia levá-los na pracinha para brincar. As crianças ficaram aguardando o paizinho delas", lamentou a cunhada.
Larissa, muito abalada, preferiu não dar entrevista, mas publicou uma homenagem ao marido nas redes sociais. "Te amo, meu amor! Você era tudo que eu tinha, minha vida está destruída, nossos filhos… Vou te amar eternamente, que Deus te receba de braços abertos, minha vida".
Ao lado da irmã, Letícia explicou que sua maior preocupação é com o futuro da família sem o Gabriel.
"Ele era o pai, provedor, ainda que nós venhamos nos unir, a minha irmã tem três crianças, ela mora de aluguel. Eu também tenho três crianças, também trabalho. Então, a gente está vendo a melhor forma de amparar a minha irmã, porque ela precisa de muito apoio nesse momento. Eu sei que é muito prematura, mas ela precisa de auxílio, a casa dela é alugada, as crianças vão pedir comida. Elas precisam de apoio emocional, de remédios, de tudo. Meu sobrinho se trata no Instituto Estadual de Diabetes e Endocrinologia Luiz Capriglione (Iede), meu cunhado que levava, custeava", contou.
A cunhada acrescentou que as primeiras informações sobre o acidente chegaram desencontradas, e que a princípio, disseram que ele havia sofrido um acidente de moto.
"Eu estava em casa me preparando para ir ao culto quando minha mãe me ligou: ‘Letícia, liga pra sua irmã urgente que aconteceu alguma coisa com o Gabriel. Ele sofreu um acidente de moto’. Mas a gente ficou sem entender, rapidamente eu liguei para e falei: ‘Larissa, me conta o que aconteceu’. E ela disse que ligou pro dono da empresa que meu cunhado prestava serviço, e ele falou que ele tinha sofrido um acidente de moto”, relatou.
Gabriel, no entanto, não tinha moto, o que causou estranheza, mas a família achou até que ele poderia estar fazendo algum serviço de moto para empresa.
“Ele não estava com moto, estava no local, lá em Copacabana montando. A gente ficou sem entender as coisas, aí meu esposo foi ao hospital e eu fui a igreja. Depois, começou a sair nas redes sociais um vídeo de que um trabalhador foi esmagado, e aí minha irmã começou a achar que era ele. Aí soltaram matérias dizendo que ele chegou a ser socorrido, mas ele morreu ali mesmo, já chegou sem vida no hospital sem vida”, acrescentou.
O serralheiro trabalhava para a empresa Cenoar, que segundo a cunhada, está dando suporte a família desde domingo (26), dia do acidente. Já a Bonus Track, organizadora do evento, teria entrado em contato com Larissa apenas nesta segunda (27).
"Ele sempre trabalhou nesses eventos, ele só trabalhava para essa empresa há muito tempo. Vamos deixar nas mãos das autoridades competentes, a gente caiu meio que de paraquedas. Antes mesmos da minha irmã receber suporte, a Bonus Track soltou uma nota dizendo que estava prestando apoio a minha irmã, mas eles só entraram em contato com a gente hoje. A empresa sim, a Cenoart, está prestando todo apoio, eles vão tomar a frente das coisas. Mas ainda assim a gente está sem reposta de como que foi, mas infelizmente é uma coisa demorada, não vamos ter respostas agora", disse.

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