Guilherme Fernando com o braço machucado a caminho do Hospital Miguel CoutoArquivo pessoal
No entanto, em parecer no qual pede a manutenção da prisão preventiva, o promotor afirmou que "a mera juntada das imagens com menção ao horário específico, por si só, não constitui prova cabal de que o denunciado estava efetivamente se dirigindo ao ponto de ônibus, e não praticando o crime de roubo".
O documento também destaca que "a lesão apresentada pelo denunciado e o fato de ele ter se acidentado no mesmo dia e horário guardam identidade absoluta com os fatos narrados pela vítima e pelas testemunhas presenciais do evento".
Guilherme permanece detido e aguarda a decisão do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro sobre o pedido de revogação da prisão apresentado por sua defesa.
Os criminosos fugiram e o policial os perseguiu a pé. Um dos ocupantes da moto foi encontrado caído na entrada da UPA e morreu em seguida. O outro, que segundo relatos de testemunhas teria caído de moto mais à frente, fugiu.
Ao DIA, a advogada Yara Moraes, responsável pela defesa de Guilherme, disse que o motoboy, de 33 anos, sofreu uma queda de moto por volta das 6h de domingo. No entanto, por não achar ter sido grave, voltou para casa e dormiu. Ele acordou com dores no braço e procurou assistência médica.
Na unidade de saúde, um policial tirou uma foto de Guilherme enquanto aguardava atendimento. A imagem foi enviada para a vítima da tentativa de assalto, que em princípio não o reconheceu como autor do crime. Porém, os familiares que estavam no carro no momento do assalto afirmaram se tratar de Guilherme. O motoboy foi preso ainda no hospital e levado à 19ª DP (Tijuca).

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