Goleiro Bruno Fernandes foi condenado a 23 anos e um mês de prisão pela morte de Eliza SamudioReprodução / Instagram
Justiça do Rio mantém prisão do goleiro Bruno
Ex-atleta, considerado foragido desde março, foi detido em São Pedro da Aldeia, na última quinta-feira (7)
Rio - A Justiça do Rio decidiu manter a prisão do ex-goleiro Bruno Fernandes de Souza, condenado pela morte da modelo e ex-namorada Eliza Samudio, em audiência de custódia realizada neste sábado (9).
Na decisão, o juiz Danilo Nunes Cronemberger Miranda afirmou que o mandado expedido contra Bruno segue válido e que a determinação judicial que autorizou a captura continua em vigor, sem ter sido cancelada ou alterada.
O magistrado também determinou que o ex-goleiro seja levado para uma unidade prisional compatível com o regime semiaberto definido anteriormente, desde que não exista outra decisão judicial impondo um regime mais severo.
Bruno, que era considerado foragido da Justiça desde março, foi preso em São Pedro da Aldeia, na Região dos Lagos, na noite da última quinta-feira (7). Ele foi detido por descumprimento de regras da liberdade condicional.
Em março, a Vara de Execuções Penais (VEP) revogou o livramento condicional do goleiro por ele ter deixado o Rio para defender o Vasco-AC sem autorização judicial. O jogo ocorreu no Acre, no mês anterior. De acordo com o Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ), a atitude ficou caracterizada como violação de uma das condições impostas pela Justiça.
Bruno foi condenado a 23 anos e um mês de prisão pelos crimes de homicídio qualificado, sequestro, cárcere privado e lesão corporal contra Eliza. O corpo da modelo nunca foi encontrado. Os dois tiveram um filho, Bruninho, de 16 anos, que também é goleiro.
O atleta foi preso pela primeira vez em 2010, quando ainda jogava no Flamengo. Em 2019, passou a cumprir pena em regime semiaberto. Após 4 anos, Bruno recebeu liberdade condicional.

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