Desembargador Alcides Martins Ribeiro Filho está desaparecidoDivulgação/TRF2
Antes de desaparecer, Alcides sacou uma quantia em dinheiro. Ao DIA, o sobrinho mais velho do desembargador, Rodrigo Bastos, de 48 anos, afirmou que a família já não sabe mais onde procurá-lo e que, com o passar dos dias, fica cada vez mais difícil manter a esperança de encontrá-lo com vida.
Equipes do Corpo de Bombeiros, com o auxílio de cães farejadores, chegaram a realizar buscas na Vista Chinesa, mas nenhuma pista foi encontrada no local. Familiares afirmam que tanto os bombeiros quanto a Polícia Civil do Rio de Janeiro têm se empenhado intensamente nas buscas e nas investigações nos últimos dias.
"Todos nós estamos sem saber o que fazer para encontrá-lo. Não sabemos mais onde procurá-lo. A cada dia que passa, a esperança de encontrá-lo vivo diminui um pouco, mas não perdemos a fé. Em todos os lugares que você possa imaginar, nós já fomos. Então, é possível mensurar o sofrimento de todos nós", desabafou.
Rodrigo acrescentou que a família vive uma "angústia sem fim" diante da ausência de notícias sobre o paradeiro do tio.
"É um homem muito bom e honesto, o exemplo da família. Sou uma das poucas pessoas que acompanharam toda a sua trajetória, construída com muito foco e dedicação ao longo dos anos. Basta pesquisar o currículo dele para ver uma carreira simplesmente impecável", afirmou.
Na próxima quarta-feira (13), quando o desaparecimento completará 30 dias, familiares e amigos participarão de uma missa na Paróquia Nossa Senhora da Conceição, na Tijuca, Zona Norte do Rio, às 17h.
Antes de desaparecer, o desembargador havia sido afastado de suas funções em maio do ano passado pelo Conselho Nacional de Justiça, após uma denúncia de agressão contra a mulher em um apartamento em Ipanema, na Zona Sul da cidade.

Os comentários não representam a opinião do jornal e são de responsabilidade do autor.