Banhistas ignoram aviso de ressaca e enfrentam ondas de até 3 metros em CopacabanaÉrica Martin/Agência O Dia
A reportagem de O DIA esteve no início da tarde desta terça-feira na Praia de Copacabana, também na Zona Sul, e flagrou algumas pessoas, em sua maioria turistas, precisando de ajuda para conseguir sair do mar.
Esse foi o caso da personal trainer Juliana Leite, de 54 anos. Ela contou que não sabia do alerta de ressaca, embora tenha percebido a bandeira vermelha fincada na areia. Ainda assim, decidiu se aventurar para dar um mergulho. "Eu não sabia que estava de ressaca. Vi a bandeira vermelha e percebi que o mar estava alto, mas a gente só ia até a canela. Só que até a água na canela me derrubou", contou.
A arquiteta Magda Vacari, de 61 anos, tentou ajudar Juliana e também acabou caindo. Segundo ela, houve um momento em que as duas acreditaram que seriam arrastadas pela força das ondas. "Eu perdi o equilíbrio quando fui ajudá-la e acabei caindo também. O mar estava tão forte que sentimos que a próxima onda poderia nos cobrir", disse.
As duas são de Belo Horizonte, em Minas Gerais, e chegaram ao Rio na noite de segunda-feira (11). Ao verem o sol entre as nuvens, decidiram aproveitar a praia e dar um mergulho em um dos principais cartões-postais da cidade. Após o susto, Juliana reconheceu a importância de respeitar os alertas e as orientações dos bombeiros.
O camelô Wellington Fonseca, de 24 anos, que ajudou a salvar as amigas Juliana e Magda, trabalha diariamente na praia e afirma já ter presenciado diversos afogamentos. "Cheguei antes mesmo dos bombeiros. Eles avisam o tempo todo, apitam, orientam, fazem o trabalho deles perfeitamente. O problema é que muitas pessoas não dão ouvidos. A maioria dos casos envolve turistas estrangeiros ou visitantes de outros estados. Os cariocas já estão mais acostumados e sabem do perigo", observou.
A jovem Íris Jhasmin, de 21 anos, veio do interior da Bahia para passar alguns dias no Rio de Janeiro. Ela contou que desconhecia o alerta de ressaca e só entendeu o significado das bandeiras vermelhas ao chegar à praia. "Vi que o mar está muito agitado, mas onde eu moro não tem praia, sou do interior da Bahia. Agora percebi a gravidade da situação e não vou entrar no mar."
Íris também deixou um recado para outros banhistas: "Se estão avisando para não entrar no mar, é porque existe perigo. O melhor é respeitar."
– Não permaneça em mirantes na orla ou em locais próximos ao mar durante o período do aviso;
– Os frequentadores de praias devem seguir rigorosamente as orientações das equipes do Corpo de Bombeiros;
– Pescadores devem evitar navegar enquanto a ressaca estiver ativa;
– Evite pedalar de bicicleta na orla se as ondas estiverem alcançando a ciclovia;
– Em caso de acidentes no mar, não tente resgatar vítimas por conta própria. Acione imediatamente o Corpo de Bombeiros pelo telefone 193.


























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