Rafael e Leonardo Rodrigues, viúvo e irmão de Thamires Rodrigues, respectivamente, na AlerjDivulgação/Comissão de Direitos Humanos da Alerj

Rio - A Comissão de Defesa dos Direitos Humanos e Cidadania da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) recebeu, nesta terça-feira (12), familiares de Thamires Rodrigues de Souza Peixoto, de 28 anos, morta ao ser baleada pelo policial civil Frede Uilson Souza de Jesus enquanto estava em um carro de aplicativo.
Após o encontro, a Comissão formalizou, por meio de ofício, a cobrança de esclarecimentos e providências à Polícia Civil e à Secretaria de Estado de Segurança Pública sobre a condução do caso e a responsabilização dos envolvidos. Frede Uilson está preso desde o dia 8. 
Participaram da reunião Rafael, viúvo da vítima, e Leonardo, irmão de Thamires. Entre os encaminhamentos definidos pela Comissão estão o acolhimento psicossocial e o encaminhamento da família para atendimento jurídico junto à Defensoria Pública do Estado do Rio de Janeiro.
No documento enviado aos órgãos competentes, a Comissão questiona, entre outros pontos, por que o autor do disparo deixou o local sem ser preso em flagrante; se a arma utilizada no crime foi apreendida e submetida à perícia; se houve o afastamento imediato do agente; e quais garantias serão oferecidas à família para assegurar o acompanhamento transparente das investigações.
A Comissão também solicitou esclarecimentos sobre o histórico funcional do policial, que já possuía seis anotações criminais, e sobre as medidas que serão adotadas para impedir que agentes com histórico de violência permaneçam armados e em atividade.
"A morte de Thamires é uma tragédia que nos atravessa profundamente. Ela foi uma mãe trabalhadora e amorosa, que teve a vida interrompida de forma brutal e deixa duas crianças que crescerão com uma ausência irreparável", afirmou a deputada estadual Dani Monteiro, presidente da Comissão.