Exposição ’Caminhos de Ciata: legado e memória de Tia Ciata’ ficará em cartaz por tempo indeterminadoReprodução / Redes sociais

Rio – A ONG Casa da Tia Ciata, no bairro Saúde, Zona Portuária, inaugurou nesta terça-feira (26) uma exposição gratuita em comemoração aos 19 anos da fundação, voltada para a preservação do legado da matriarca do samba e símbolo da cultura afro-brasileira. A mostra ficará em cartaz por tempo indeterminado.
A programação "Caminhos de Ciata: legado e memória de Tia Ciata”, que começou às 15h, promoveu um passeio guiado pela região conhecida como Pequena África, a exibição de xilogravuras de Fernando Mendonça, oficinas de gastronomia e vivências de capoeira.
Natural do Recôncavo Baiano, Ciata nasceu Hilária Batista de Almeia, em 13 de janeiro de 1854. Ela se mudou para o Rio aos 22 anos e logo entrou para o universo do samba, confeccionando e alugando roupas de baiana feitas com requinte, para teatros e desfiles carnavalescos. Ela também era mãe de Santo e quituteira, e será enredo do Paraíso da Tuiuti em 2027.
Além disso, foi uma grande anfitriã, na Praça Onze, de saraus em que se tocava samba, choro e maxime, abrindo espaço para compositores e músicos, como Pixinguinha, Donga e muitos outros. A matriarca também era profundamente ligada ao pintor Heitor dos Prazeres (1898-1966). 
A Organização Cultural Remanescentes de Tia Ciata (Casa da Tia Ciata) funciona na Rua Camerino, 5, Saúde, Zona Portuária, toda terça e quinta-feira, das 14h às 17h, e às sextas entre 14h às 18h30.