David da Costa Martins, o "Titânio", foi preso em Bangu durante operação do DGHPPDivulgação PCRJ
A prisão preventiva foi cumprida por agentes do Departamento Geral de Homicídios e Proteção à Pessoa (DGHPP) na residência do suspeito. De acordo com a denúncia do Ministério Público, David responde pelo crime de tortura qualificada e majorada.
As investigações apontam que o caso ocorreu em 9 de janeiro deste ano, quando o policial civil e o militar da Aeronáutica acessaram por engano uma rua que leva ao Complexo de Israel após tentarem fugir de um assalto.
Segundo a Polícia Civil, criminosos passaram a perseguir a motocicleta e efetuaram disparos de fuzil sob a suspeita de que uma das vítimas era um policial civil. Durante o ataque, Jandira da Nóbrega Amorim foi atingida pelos tiros enquanto caminhava pela comunidade. Ela chegou a ser socorrida e levada para o Hospital Estadual Getúlio Vargas, mas não resistiu aos ferimentos.
Vítimas foram sequestradas e espancadas
Após a perseguição, as vítimas conseguiram se refugiar em uma residência da região. No entanto, de acordo com as investigações, elas foram localizadas pelos criminosos, sequestradas e colocadas em veículos utilizados pela organização criminosa.
Conforme a denúncia, David da Costa Martins estava em um dos carros e participou das agressões, que incluíram socos, golpes com coronhas de armas e ameaças de morte.
As vítimas foram levadas para uma área conhecida como Resort, apontada pela Polícia Civil como um local utilizado pela facção para reuniões e julgamentos internos, onde as agressões continuaram.
Segundo as investigações, David integra a facção criminosa Terceiro Comando Puro (TCP), que atua no Complexo de Israel e em comunidades vizinhas. Ao todo, 12 pessoas foram indiciadas pela ação contra o policial civil. O caso segue sendo investigado pela Polícia Civil.

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