Arthur de Melo segue internado em estado graveReprodução

Rio - Familiares de Arthur de Melo Silva, 11 anos, internado por suspeita de envenenamento pedem doações de plaquetas. A criança permanece em estado grave no Hospital Estadual Ricardo Cruz, em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense.
Nas redes sociais, uma familiar reforçou os pedidos de orações e de justiça. "O Arthur segue em estado grave, intubado, sem mudanças no quadro. A única coisa que o pai dele quer é que investiguem e que seja feita a justiça. Como ele mesmo disse, todos são suspeitos. O Arthur não pode falar nada agora e só Deus sabe se vai. Então orem também para que a verdade apareça", disse.
Família faz campanha pedindo doação de plaquetas - Rede Social
Família faz campanha pedindo doação de plaquetasRede Social
As doações podem ser feitas no Hospital da Posse de Nova Iguaçu, localizado na Avenida Duque Estrada Meyer, ou no Hemorio,na Rua Frei Caneca, no Centro. As coletas são feitas de segunda a sexta.
Entenda como funciona 
O processo de doação de plaquetas é diferente das coletas comuns. Nesse caso, o doador é conectado a uma máquina, chamada aférese, para onde o sangue extraído da veia é enviado e filtrado, para a retirada apenas das plaquetas. O processo leva, em média, uma hora.

Para que a doação aconteça, o voluntário precisa ter no mínimo 150 mil plaquetas no sangue, que são identificadas por meio de um hemograma realizado no Hemorio. Há restrições específicas para pessoas que contraíram dengue e tiveram quadros graves da doença, que só podem doar após um ano. Já em casos leves, a espera é de 30 dias.
Segundo o Hemorio, a doação por aférese não faz nenhum mal à saúde e a reposição das plaquetas é feita pelo organismo em 48 horas. Essa rápida restituição permite que a pessoa doe novamente em 72 horas. Todo material empregado é descartável, estéril e individual, não trazendo, portanto, qualquer risco de contaminação.
O que precisa para doar?
- Ter entre 18 e 69 anos
- Estar em boas condições de saúde.
- Pesar mais de 50 kg.
- Apresentar documento oficial com foto
- Não é necessário estar em jejum
Relembre o caso
Arthur foi internado após comer um bolo de chocolate. Segundo o pai, Ademir Melo, a criança mora com ele e passa os fins de semana na casa da mãe. O episódio ocorreu no último dia 1º, dia seguinte a uma das visitas. Na ocasião, o menino chegou a ir para a escola e, em seguida, para casa, onde comeu a sobremesa supostamente envenenada, que estava dentro de sua mochila.
Na última terça (9), a Polícia Civil começou a ouvir testemunhas do caso. A investigação está em andamento na 64ª DP (São João de Meriti). Segundo a insituição, além dos depoimentos, a distrital aguarda a conclusão dos laudos médicos, toxicológicos e periciais já requisitados.

"Paralelamente, equipes seguem realizando diligências para esclarecer todas as circunstâncias do caso. Neste momento, nenhuma linha de investigação foi descartada, e qualquer conclusão sobre a dinâmica dos fatos dependerá da análise de todos os elementos reunidos ao longo da apuração", explicou em comunicado.