Sepultamento de Iasmin Rodrigues da Silva, de 24 anos, foi marcado por tristeza e lutoÉrica Martin/ Agência O Dia

Rio - Uma menina tranquila e uma pessoa admirável. Foi assim que familiares de Iasmin Rodrigues da Silva, 24 anos, lembraram dela na despedida que aconteceu no Cemitério de Irajá, Zona Norte, na tarde desta quarta-feira (24). Durante o cortejo, a mãe e o padrasto da jovem precisaram ser amparados e choravam muito.
Iasmin deixa um filho de 2 anos, fruto do relacionamento com o principal suspeito de matá-la a facadas na última segunda-feira (22). Momentos antes do início do sepultamento, Deiveson de Oliveira dos Santos, 31 anos, se entregou à 4ª DP (Presidente Vargas), onde permaneceu preso pelo crime de feminicídio.
O DIA, o primo da vítima, Rodrigo Ribeiro, 36 anos, lembrou que Iasmin cresceu em um ambiente cercado de amor e afeto e que não merecia passar por uma situação tão cruel. "Era uma menina tranquila, uma pessoa admirável para toda a família. Tão nova, só queria viver a vida dela, mas sem o ex-companheiro ao lado. Só que ele não aceitou", lamentou.

Rodrigo também afirmou que nunca imaginou que alguém de sua família pudesse ser vítima de um crime como esse. "A gente vê muito isso nos noticiários, mas não espera que aconteça na nossa família, com a gente, com as pessoas mais próximas", desabafou.

O caso

Iasmin foi morta a facadas dentro de casa, na comunidade Faz Quem Quer, em Rocha Miranda, na Zona Norte do Rio. Segundo a polícia, Deiveson teria ido até a residência da ex-companheira sob o pretexto de levar fraldas para o filho do casal, de 2 anos. No local, ele atacou Iasmin e a mãe dela, Luana da Silva.

De acordo com as investigações, ao ter a porta aberta por Luana, o suspeito a rendeu e desferiu três golpes de faca em seu braço. Em seguida, atacou Iasmin, ferindo-a no pescoço. Segundo Luana, a filha havia voltado a morar com ela há cerca de duas semanas, após o término do relacionamento.

Mãe e filha foram socorridas e levadas para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Rocha Miranda. No entanto, Iasmin não resistiu aos ferimentos e morreu. Luana precisou levar pontos no braço e recebeu alta após atendimento médico.
O caso segue em investigação na Delegacia de Homicídios da Capital (DHC).